Adélia Prado (n. 13 de dezembro de 1935, Divinópolis, Minas Gerais) é uma das vozes mais singulares da literatura brasileira contemporânea. Poeta e contista, surgiu no panorama literário com uma poesia intimista que articula o quotidiano doméstico, a fé católica e o erotismo com humor e linguagem direta. A sua obra traduz uma percepção mística do comum, onde a espiritualidade convive com objetos domésticos e pequenos milagres da existência.
Ao longo de décadas, a sua escrita conquistou leitores no Brasil e no estrangeiro, influenciando gerações de poetas e críticos. Reconhecida pela capacidade de transformar o trivial em revelação, Adélia tornou-se figura central na literatura brasileira, frequentemente citada em estudos sobre religiosidade, corpo e linguagem coloquial na poesia do século XX e XXI.
Cronologia
- 1935: Nascimento em Divinópolis, Minas Gerais, Brasil (13 de dezembro).
- 1963: Publicação do seu primeiro livro de poemas, Bagagem, marcos iniciais da sua carreira literária.
- 1970s: Ganho de reconhecimento nacional e inclusão em antologias; elogios de figuras centrais da poesia brasileira consolidam a sua visibilidade.
- 1990s: Obras traduzidas e circulação internacional; a sua poesia passa a ser objeto de estudos académicos e antologias.
- 2000s–2020s: Continuação da publicação de colectâneas e reedições; reconhecimento duradouro como presença influente na poesia brasileira contemporânea.
Sabias que?
- A sua poesia articula de forma singular fé católica e erotismo quotidiano, dando voz ao sagrado nas pequenas coisas da vida.
- Recebeu o reconhecimento de poetas consagrados que ajudaram a difundir a sua obra em antologias e prefácios.
- As suas páginas têm sido objeto frequente de estudos académicos sobre género, corpo e linguagem coloquial na poesia brasileira.
Obras Principais: Bagagem (1963), Poemas escolhidos / Antologias (diversas edições), Colectâneas e reedições que consolidaram a sua obra em línguas estrangeiras