Agustina Bessa-Luís (15 de outubro de 1922 – 3 de junho de 2019) foi uma das mais vigorosas vozes da literatura portuguesa contemporânea. Ao longo de décadas construiu uma obra densa e multifacetada, marcada por uma prosa incisiva que explora a psicologia, as tradições e as contradições sociais de Portugal. A sua escrita mistura ironia, erudição e um olhar atento sobre o poder e as relações humanas.
Autora de romances, ensaios e crónicas, Agustina empenhou-se também em trabalhos de adaptação e consultoria para o teatro e o cinema, tendo as suas narrativas inspirado diversas encenações. Reconhecida pela originalidade formal e pela inquietude moral das suas personagens, deixou um legado duradouro na cultura portuguesa e uma influência profunda em gerações de escritores.
Cronologia
- 1922: Nascimento em Portugal (15 de outubro de 1922).
- Década de 1950: Afirmação literária com romances que exploram a interioridade e as tradições portuguesas, entre os quais se destaca 'A Sibila'.
- Décadas de 1970–1990: Consolidação do estilo e expansão do universo narrativo; publicação de obras centrais e crescente reconhecimento crítico.
- Décadas de 1990–2000: Obras adaptadas ao teatro e ao cinema; presença pública como cronista e figura influente da vida literária portuguesa.
- 2019: Morte a 3 de junho de 2019, deixando um vasto legado literário.
Sabias que?
- Várias das suas obras inspiraram adaptações para teatro e cinema, mostrando a forte dimensão dramatúrgica das suas narrativas.
- Para além dos romances, colaborou regularmente como cronista e ensaísta, participando ativamente no debate cultural português.
- Cultivou uma presença pública singular e polémica, que contribuiu para a receção crítica e popular da sua obra.
Obras Principais: A Sibila, Fanny Owen, A Corte do Norte