Aldous Huxley (1894–1963) foi um romancista, ensaísta e crítico inglês cuja obra marcou o século XX pela combinação de ironia, erudição e imaginação especulativa. Proveniente de uma família intelectual, rapidamente se afirmou como voz literária original: os seus primeiros romances satíricos abriram caminho para escritos mais ambiciosos e socialmente incisivos.
Huxley alcançou fama mundial com Admirável Mundo Novo (1932), uma distopia que interroga o progresso científico e o controlo social. Nos anos posteriores mudou-se para a Califórnia, interessou-se por misticismo e experiências psicadélicas — relatadas em As Portas da Percepção — e manteve uma produção diversificada até à Ilha (1962). Morreu em Los Angeles a 22 de novembro de 1963.
Cronologia
- 1894: Nascimento em Godalming, Surrey, Inglaterra (26 de julho).
- 1921: Publicação de Crome Yellow, que o revelou como novelista satírico de destaque.
- 1932: Publicação de Admirável Mundo Novo, obra seminal de ficção distópica.
- 1954: Publicação de As Portas da Percepção, relato das suas experiências com mescalina.
- 1962: Publicação de Ilha, o seu último grande romance, que propõe uma utopia crítica.
- 1963: Morte em Los Angeles a 22 de novembro; morreu no mesmo dia que John F. Kennedy e C. S. Lewis.
Sabias que?
- Proveniência intelectual: era neto do biólogo Thomas H. Huxley e irmão do cientista Julian Huxley.
- Experimentou mescalina e descreveu a experiência em As Portas da Percepção, influenciando debates sobre consciência e psicadélicos.
- Trabalhou temporalmente em Hollywood como argumentista e viveu os últimos anos na Califórnia.
Obras Principais: Admirável Mundo Novo (Brave New World, 1932), As Portas da Percepção (The Doors of Perception, 1954), Ilha (Island, 1962), Ponto contra Ponto (Point Counter Point, 1928)