Alexandre Dumas (1802–1870) foi um dos mais populares romancistas e dramaturgos franceses do século XIX. Filho do general Thomas-Alexandre Dumas, de origem mestiça nascido em Saint-Domingue, mudou-se para Paris onde começou a escrever peças e romances que rapidamente cativaram o público pela sua energia, sentido de aventura e pela habilidade narrativa. O seu talento para criar tramas vÃvidas e personagens memoráveis tornou-o numa figura central da literatura popular e do teatro parisienses.
Dumas foi notoriamente prolÃfico e trabalhou frequentemente com colaboradores, produzindo romances históricos em série que foram lidos por milhões. Fundador de um teatro e de um jornal, atravessou enormes sucessos e também dificuldades financeiras. A sua obra, notadamente "O Conde de Monte Cristo" e "Os Três Mosqueteiros", permanece como paradigma do romance de aventuras e continua a inspirar adaptações em teatro, cinema e televisão.
Cronologia
- 1802: Nascimento em Villers-Cotterêts, França (24 de julho), filho de Thomas-Alexandre Dumas.
- 1829: Primeiro grande sucesso teatral com a peça "Henri III et sa cour", que o revelou ao público parisiense.
- 1832: Triunfo contÃnuo no teatro com peças como "La Tour de Nesle", consolidando a sua carreira dramática.
- 1844–1845: Publicação serializada de obras-primas como "Os Três Mosqueteiros" e "O Conde de Monte Cristo", que o consagraram internacionalmente.
- 1847: Fundação do Théâtre-Historique, projeto que reflectia o seu interesse pela dramaturgia histórica e popular.
- 1870: Morte a 5 de dezembro de 1870; legado literário permanece vivo através de adaptações e reedições.
Sabias que?
- O pai de Dumas, Thomas-Alexandre, foi um general de origem afro-caribenha cuja vida inspirou parte do interesse de Dumas por temas de honra e destino.
- Dumas era também um entusiasta da cozinha: compilou notas e receitas ao longo da vida que deram origem ao seu "Grand Dictionnaire de Cuisine" e a textos culinários póstumos.
- Muitas das suas obras foram escritas com a colaboração de escritores como Auguste Maquet, uma prática que gerou polémica sobre autoria e processo criativo.
Obras Principais: O Conde de Monte Cristo, Os Três Mosqueteiros, Vinte Anos Depois, O Visconde de Bragelonne (inclui O Homem da Máscara de Ferro)