Ana Hatherly (1929–2015) foi uma figura central das letras portuguesas, reconhecida pela sua ousadia experimental e pela interseção entre poesia, imagem e som. Enquanto poetisa, ensaísta e artista visual, renovou as possibilidades da página escrita, transformando-a em objecto e espaço performativo. A sua obra atravessa géneros e media, integrando filmes, instalações e investigações sobre linguagem.
Ao longo de décadas, Hatherly combinou rigor académico com inventividade estética: publicou poesia, escreveu ensaios teóricos e coordenou projectos pedagógicos que influenciaram gerações. A sua prática destacou-se pela atenção à tipografia, ao ritmo visual das palavras e pela convicção de que a linguagem é matéria plástica, capaz de produzir sentidos inéditos.
Cronologia
- 1929: Nascimento (ano de referência na história da sua vida e obra).
- Década de 1950: Início da actividade literária e académica, com as primeiras publicações e aproximações à crítica e à investigação sobre linguagem.
- Década de 1960: Pioneira na experimentação com poesia visual em Portugal; começa a integrar imagem, tipografia e performance na sua escrita.
- Décadas de 1970–1990: Expansão interdisciplinar: realiza filmes experimentais, exposições e desenvolve projectos pedagógicos, consolidando-se como referencial cultural.
- 2015: Falecimento, deixando um legado duradouro na poesia experimental e nas artes visuais em Portugal.
Sabias que?
- Foi uma das referências pioneiras da poesia visual em Portugal, antecipando práticas intermedia.
- Desenvolveu também trabalho como artista visual e cineasta, integrando imagem em movimento nas suas investigações sobre linguagem.
- A sua actividade combinou ensino e criação: influenciou gerações através de projectos pedagógicos e de investigação artística.
Obras Principais: Obra Poética Reunida (selecção representativa), Textos sobre Poesia Visual e Linguagem, Registos Cinematográficos e Performativos (seleção de filmes e vídeos), Ensaios e Reflexões sobre Arte e Poética