Frases de André Breton

Frases de André Breton

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André Breton (1896–1966) foi o poeta, teórico e principal fundador do movimento surrealista. Médico de formação e influenciado pela psiquiatria e pelas teorias do inconsciente, Breton reuniu artistas e escritores em busca de uma escrita e de uma arte libertadas da lógica e da censura social. A sua acção editorial e os manifestos que escreveu moldaram uma das vanguardas mais influentes do século XX.

Figura polémica e carismática, Breton navegou entre a poesia, o ensaio e a organização colectiva, promovendo o automatismo psíquico e o primado do sonho na criação. A sua obra, que inclui romances, manifestos e textos teóricos, continua a desafiar fronteiras entre realidade e imaginação, arte e política.

Cronologia

  • 1896: Nascimento em Tinchebray, Normandia, França (19 de Fevereiro).
  • 1916-1919: Serviço como auxiliar médico na Primeira Guerra Mundial; interesse pela psiquiatria e pelo inconsciente.
  • 1924: Publicação do 'Manifesto do Surrealismo', afirmando as bases teóricas do movimento.
  • 1928: Publicação de 'Nadja', obra emblemática que mistura relato autobiográfico e investigação sobre o acaso.
  • 1940-1945: Exílio nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial; organização e contactos com artistas expatriados.
  • 1966: Morte em Paris (28 de Setembro); legado duradouro no pensamento e nas artes modernas.

Sabias que?

  • Antes de se dedicar inteiramente à literatura, trabalhou como assistente de neurologia e teve contacto directo com práticas psiquiátricas que influenciaram o seu interesse pelo automatismo.
  • Criou e dirigiu revistas e grupos que foram essenciais para a divulgação do surrealismo, transformando ideias teóricas em acções colectivas e performances públicas.
  • Apesar da militância política e da aproximação ao comunismo, manteve relações conflituosas com partidos e regimes, privilegiando a independência estética.

Obras Principais: Manifesto do Surrealismo (1924), Os Campos Magnéticos (1919, com Philippe Soupault), Nadja (1928), O Amor Louco (L'Amour fou, 1937)

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