Antoine de Rivarol (1753–1801) foi um escritor, jornalista e epigramista francês cujo renome assenta na inteligência afiada e na defesa da lÃngua e cultura francesas. Figura das conversas literárias do perÃodo pré-revolucionário, destacou-se pelos panfletos, sátiras e pelo famoso ensaio que exaltava a universalidade do francês como instrumento de razão e clareza.
Combatente intelectual do classicismo e crÃtico da Revolução, Rivarol viveu depois no exÃlio, ouvindo as transformações polÃticas da Europa a partir de Inglaterra e das cortes germânicas. A sua obra reúne textos polémicos, máximas e julgamentos rápidos que influenciaram a escrita jornalÃstica e a estética conservadora na passagem para o século XIX.
Cronologia
- 1753: Nascimento em França; formação literária que o aproxima dos salões e das elites culturais do Ancien Régime.
- 1784: Publicação do ensaio mais célebre, Discours sur l'universalité de la langue française, que defendeu a primazia e o alcance internacional do francês.
- 1789-1792: Activa interveniência no debate público pré e durante os primeiros anos da Revolução; ganhou reputação por aforismos e crÃticas polÃticas.
- 1792: Emigração: parte para o estrangeiro devido ao clima revolucionário, continuando a escrever para a imprensa émigré e cÃrculos monárquicos.
- 1801: Morte em exÃlio na Alemanha; deixou uma obra de panfletos, aforismos e ensaios que marcaram a prosa crÃtica do seu tempo.
Sabias que?
- Rivarol era famoso pelas suas máximas cortantes: muitos dos seus aforismos circulam ainda hoje sem referência clara à sua autoria.
- Passou os últimos anos em exÃlio e dificuldades financeiras, apesar da reputação literária que tinha em França antes da Revolução.
Obras Principais: Discours sur l'universalité de la langue française (1784), Colecção de Afôrismos e Epigramas (diversos panfletos e textos breves), Ecrits politiques e Œuvres complètes (edições póstumas)