António Lobo Antunes (Lisboa, 1 de setembro de 1942) é um dos romancistas portugueses mais influentes da segunda metade do século XX e XXI. Médico de formação e ex-militar enviado para Angola, converteu experiências pessoais — guerra, trauma e prática psiquiátrica — numa escrita visceral que renovou a narrativa portuguesa, explorando memória, fragmentação e a condição humana.
A sua obra caracteriza-se por uma prosa densa, longos fluxos de consciência e ironia amarga, abordando temas como a violência colonial, o desamor e a falta de sentido. Publicado desde 1979, Lobo Antunes alcançou repercussão internacional e é frequentemente estudado por crÃticos e universidades por sua originalidade e intensidade moral.
Cronologia
- 1942: Nascido em Lisboa a 1 de setembro.
- 1966-1968: Serviço militar como médico em Angola; experiência que marcaria a sua obra literária.
- 1979: Publicação do primeiro romance notável, 'Os Cus de Judas', que o lança para a cena literária.
- 1983: Publicação de 'Fado Alexandrino', obra central na sua trajectória, reafirmando o seu estilo e alcance.
- 2003: Publicação de 'Equador', um romance de grande projecção sobre o passado colonial.
- 2010-2020: Reconhecimento contÃnuo e presença em antologias, edições crÃticas e traduções internacionais.
Sabias que?
- Formação médica e carreira em psiquiatria: o olhar clÃnico sobre a mente humana é evidente nas suas personagens.
- Experiência como militar-médico em Angola: vivências da guerra colonial são matéria-prima recorrente dos seus romances.
- Prosa caracteristicamente fragmentada: frases longas e monólogos interiores criam uma sensação de fluxo mental quase cinematográfico.
Obras Principais: Os Cus de Judas, Conhecimento do Inferno, Fado Alexandrino, Equador