Arnaldo Jabor foi um cineasta, escritor e cronista brasileiro cuja obra atravessou cinema, jornalismo e ensaio. Nascido no Rio de Janeiro em 1940, destacou-se inicialmente como crítico e realizador, construindo filmes marcados por uma sensualidade irónica e por uma crítica social aguda. A sua carreira cinematográfica nos anos 1970 colocou-o no mapa cultural do país, combinando estética provocadora com narrativas sobre desejo e moralidade.
Nas décadas seguintes, Jabor consolidou-se também como cronista e comentador televisivo, notável pela linguagem directa e pelo humor mordaz. Autor de ensaios e textos jornalísticos, influenciou gerações com posições francas sobre política, cultura e identidade nacional. Faleceu em 2022, deixando um legado multifacetado entre cinema, imprensa e pensamento público.
Cronologia
- 1940: Nascimento no Rio de Janeiro; formação inicial em jornalismo e cinema.
- 1970: Estreia como realizador com o filme 'Pindorama', inserindo-se no cinema brasileiro pós-ditadura cultural.
- 1973: Realiza 'Toda Nudez Será Castigada', obra que reforça a sua reputação nacional e internacional.
- décadas de 1980–2000: Transição para o jornalismo e a crónica; torna-se figura conhecida nos meios televisivos e impressos.
- 2022: Morte, encerrando uma trajectória influente no cinema e na vida pública brasileira.
Sabias que?
- Começou a carreira como crítico de cinema antes de se afirmar como realizador.
- Alguns dos seus filmes foram premiados e exibidos em festivais internacionais, ampliando o alcance do seu trabalho.
- Nas últimas décadas tornou‑se amplamente conhecido pelo estilo incisivo como comentador televisivo e cronista.
Obras Principais: Pindorama (1970), Toda Nudez Será Castigada (1973), O Casamento (1976), Colunas e comentários televisivos (diversos)