Baruch Espinoza (Bento de Espinosa) nasceu em Amesterdão em 1632, filho de uma família judaica portuguesa emigrada. Autodidacta e crítico incisivo das doutrinas religiosas, trabalhou como lapidário e fabricante de lentes enquanto desenvolvia uma filosofia rigorosa, marcada por método geométrico e pensamento sistemático. A sua vida tranquila contrastou com a polémica que as suas ideias provocaram.
Excomungado pela comunidade judaica e frequentemente marginalizado, publicou obras anónimas que abalariam as bases do pensamento teológico e político. A sua principal obra, ÉTICA, publicada postumamente, propõe o monismo substancial — «Deus, ou a Natureza» — e uma ética baseada no conhecimento racional; a sua influência estende‑se ao Iluminismo e à filosofia moderna.
Cronologia
- 1632: Nascimento em Amesterdão, filho de judeus portugueses emigrados.
- 1656: Pronunciada a excomunhão (cherem) pela comunidade judaica de Amesterdão.
- 1663: Publicação dos 'Princípios da Filosofia de Descartes' (obra exegética e crítica).
- 1670: Lançamento anónimo do 'Tratado Teológico‑Político', obra controversa sobre religião e Estado.
- 1677: Publicação póstuma da 'Ética' e falecimento em 21 de fevereiro de 1677.
Sabias que?
- Excomunhão: Em 1656 foi formalmente banido (cherem) pela sinagoga de Amesterdão por divergências religiosas e sociais.
- Ofício: Trabalhou como lapidário e fabricante de lentes, ofício que lhe permitiu viver de forma independente e produzir lentes para microscópios e telescópios.
- Publicação anónima: Muitas das suas obras saíram anonimamente devido ao perigo que as suas ideias representavam para autoridades religiosas e civis.
Obras Principais: Ética (demonstrada à maneira geométrica), Tratado Teológico‑Político, Tratado Político, Princípios da Filosofia de Descartes, Cartas (seleção)