Benjamin Disraeli (1804–1881) foi um escritor e político britânico cuja carreira literária precedeu e acompanhou a sua ascensão pública. Filho de uma família de origem judaica, foi batizado como anglicano na juventude e estreou-se na literatura com romances satíricos e sociais que exploravam as tensões da sociedade vitoriana e a natureza do poder.
Paralelamente à obra literária, Disraeli tornou-se figura central do Partido Conservador, servindo duas vezes como primeiro-ministro e moldando a doutrina do “one-nation conservatism”. A sua relação com a rainha Vitória e a sua habilidade oratória cimentaram um legado que atravessa a política e as letras, influenciando debates sobre identidade, império e responsabilidade social.
Cronologia
- 1804: Nascimento em Londres, numa família de origem judaica (21 de dezembro).
- 1826–1845: Início literário com 'Vivian Grey' (1826) e publicação de romances políticos como 'Coningsby' (1844) e 'Sybil' (1845).
- 1837: Entrou no Parlamento britânico, iniciando uma carreira política de longa duração.
- 1868: Serviu pela primeira vez como primeiro-ministro (curto mandato) e consolidou-se como líder conservador.
- 1874–1880: Segundo mandato como primeiro-ministro; em 1876 foi criado Earl of Beaconsfield, reforçando a sua posição pública.
- 1881: Morte em 19 de abril; legado literário e político que perdura no debate britânico sobre nação e império.
Sabias que?
- Foi o primeiro — e, por nascimento, o único — primeiro-ministro britânico de origem judaica, embora tivesse sido batizado na infância.
- Começou a carreira pública como romancista; muitos dos seus romances serviram de veículo para ideias políticas e personagens inspiradas em figuras reais.
- Manteve uma relação próxima com a rainha Vitória, que admirava o seu estilo e personalidade, o que reforçou a sua influência política.
Obras Principais: Coningsby (1844), Sybil, or The Two Nations (1845), Vivian Grey (1826), Endymion (1880)