Dario Fo (Sangiano, 24 de março de 1926 – Milão, 13 de outubro de 2016) foi um dramaturgo, actor, encenador e artista italiano cujo trabalho marcou o teatro político do pós-guerra. Reconhecido pela mistura de commedia dell'arte, farsa e grotesco, Fo tornou-se uma voz crítica contra a autoridade, explorando a sátira, o folclore e as línguas vernaculares para dar visibilidade aos marginalizados.
Ao longo da sua carreira colaborou estreitamente com a mulher, a actriz e dramaturga Franca Rame, e enfrentou censura e processos devido ao conteúdo subversivo das suas peças. Em 1997 recebeu o Prémio Nobel da Literatura, notado pelo impacto social e popular da sua obra, que continua a influenciar companhias e dramaturgos em todo o mundo.
Cronologia
- 1926: Nascimento em Sangiano (província de Varese), Itália (24 de março).
- 1954: Casa-se com Franca Rame; inicia uma duradoura colaboração artística e teatral.
- 1969: Estreia de Mistero Buffo, peça emblemática que revive técnicas medievais e o 'grammelot'.
- 1970: Estreia de La morte accidentale di un anarchico (A Morte Acidental de um Anarquista), obra satírica sobre abuso de poder.
- 1997: Distinguido com o Prémio Nobel da Literatura pelo seu teatro satírico e popular.
- 2016: Morte em Milão, a 13 de outubro, encerrando uma carreira influente e polémica.
Sabias que?
- Fo popularizou o uso moderno do 'grammelot', uma técnica de fala gibberish que mistura sons e dialetos para comunicar humor e crítica sem língua fixa.
- Muitas das suas peças foram escritas para que o próprio Fo as interpretasse solo, multiplicando personagens com máscara, voz e improvisação.
- Além do teatro, Fo foi pintor e caricaturista; a sua actividade artística e política tornaram-no alvo de censura e processos em Itália.
Obras Principais: Mistero Buffo, La morte accidentale di un anarchico (A Morte Acidental de um Anarquista), Non si paga! Non si paga! (Não Pagamos! Não Pagamos!), Morte accidentale di un anarchico (versões e encenações posteriores)