José Maria Eça de Queirós (1845–1900) foi um dos maiores escritores portugueses do século XIX, referência do realismo literário em língua portuguesa. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, destacou-se como romancista, cronista e diplomata, usando a sua obra para denunciar hipocrisias sociais, clericais e políticas.
Com ironia mordaz e atenção ao detalhe psicológico, Eça construiu romances de forte crítica social — entre eles Os Maias e O Crime do Padre Amaro — que combinam engenho narrativo, observação social e linguagem refinada. Viveu vários anos no estrangeiro, onde consolidou contactos intelectuais e aperfeiçoou a sua visão crítica da sociedade portuguesa.
Cronologia
- 1845: Nascimento de José Maria de Eça de Queirós.
- 1860s: Estudos de Direito na Universidade de Coimbra; início da participação na 'Geração de 70'.
- 1875: Publicação de O Crime do Padre Amaro, obra polémica e marcante do seu realismo crítico.
- 1870s–1890s: Carreira diplomática com estadias no estrangeiro (Havana, Inglaterra e França), influenciando a sua perspetiva literária.
- 1888: Publicação de Os Maias, considerado o seu romance-obra e um retrato magistral da sociedade portuguesa.
- 1900: Morte em Paris, deixando grande obra e vasta correspondência literária.
Sabias que?
- Serviu na carreira diplomática: viveu e trabalhou em Havana, em várias cidades de Inglaterra e em Paris, experiências que informaram muitos dos seus retratos sociais.
- Deixou extensa correspondência: cartas a amigos e intelectuais ajudam a compreender o seu processo criativo e as críticas sociais que dirigia.
- O Crime do Padre Amaro provocou escândalo na época por denunciar o clericalismo e a hipocrisia religiosa em Portugal.
Obras Principais: O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio, Os Maias, A Cidade e as Serras