Émile-Auguste Chartier (1868–1951), mais conhecido pelo pseudónimo Alain, foi um filósofo, ensaísta e professor francês cuja escrita aforística e pedagógica marcou a cultura intelectual do século XX. Exerceu longamente o magistério em liceus, onde elaborou as suas reflexões morais e cívicas; os seus textos concisos — os famosos "Propos" — combinaram clareza pedagógica com pensamento crítico, tornando-o figura respeitada entre leitores e alunos.
Autor de numerosos ensaios sobre liberdade, educação, beleza e responsabilidade individual, Alain procurou unir reflexão filosófica e vida quotidiana. Militante pelo exame crítico das ideias dominantes, comentador da guerra e defensor da dignidade humana, influenciou gerações de pensadores e professores pela insistência na autonomia do juízo e na simplicidade do estilo.
Cronologia
- 1868: Nascimento de Émile-Auguste Chartier, futuro 'Alain'.
- Final do século XIX: Início da carreira docente como professor de filosofia no ensino secundário.
- 1914–1918: Experiência da Primeira Guerra Mundial; publicação de escritos críticos sobre a guerra (entre eles 'Mars ou la guerre jugée').
- Década de 1910–1930: Publicação e divulgação dos volumes dos 'Propos', que consolidaram a sua reputação como moralista e ensaísta.
- 1951: Morte de Émile-Auguste Chartier, deixando legado influente na filosofia moral e na educação.
Sabias que?
- Assinava a maior parte das suas obras pelo pseudónimo 'Alain', nome pelo qual ficou universalmente conhecido.
- Apesar da idade, teve experiência directa da Primeira Guerra e escreveu reflexões incisivas sobre o conflito e a sua justiça moral.
- Grande parte dos seus textos nasceu da prática docente: os 'Propos' derivam muitas vezes de observações e debates em sala de aula.
Obras Principais: Propos (coleção de ensaios e aforismos), Mars ou la guerre jugée, Propos sur le bonheur, L'idée de la liberté