Eugénio de Andrade (1923–2005) foi um dos maiores poetas portugueses do século XX, conhecido pela linguagem depurada, imagens intensas e uma sensibilidade voltada para a natureza, o corpo e o quotidiano. Nascido na região da Beira Baixa, a sua poesia combina simplicidade aparente com profundidade meditativa, conquistando leitores e crítica em Portugal e no estrangeiro.
A sua obra atravessa várias décadas e reúne poemas que exploram o amor, a passagem do tempo e a presença do silêncio. Recatado na vida pessoal, Eugénio cultivou uma postura discreta relativamente à divulgação pública, deixando como legado uma obra límpida, musical e frequentemente traduzida e estudada fora do país.
Cronologia
- 1923: Nascimento na Beira Baixa (Fundão), Portugal.
- 1948: Publicação da sua obra inicial que o projectou no panorama poético português.
- Década de 1950-1970: Consolidação da sua reputação através de várias colectâneas de poesia e leituras públicas pontuais.
- 1980-1990: Reconhecimento institucional e académico; intensificação de antologias e traduções da sua obra.
- 2005: Morte, deixando um legado poético amplamente estudado e celebrado.
Sabias que?
- Mantinha uma vida pessoal discreta, evitando a exposição mediática e privilegiando o silêncio como parte da sua poética.
- A sua obra foi traduzida para várias línguas e estudada fora de Portugal; é frequentemente incluído em antologias internacionais de poesia portuguesa.
- Além de poeta, colaborou em traduções e projectos culturais, estabelecendo pontes entre a sua poesia e outras tradições literárias.
Obras Principais: As Mãos e os Frutos, Poesia Reunida (selecção), Antologia Poética, Obra Poética (coleção)