Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 – 8 de dezembro de 1930) foi uma das vozes mais intensas da poesia portuguesa do século XX. Conhecida pelo lirismo confessional, pelos sonetos perfeitos e pela linguagem apaixonada, construiu uma obra marcada pelo amor, pela saudade e pela angústia existencial. Publicou vários volumes em vida e deixou textos póstumos que consolidaram a sua aura mÃtica.
A sua vida pessoal foi turbulenta: enfrentou perdas, problemas de saúde emocional e relações amorosas conturbadas, temas que transparecem na sua poesia. A sua morte trágica intensificou o interesse crÃtico e popular, transformando-a num sÃmbolo de poeta-mártir e num referencial essencial da literatura feminina em Portugal.
Cronologia
- 1894: Nascimento em Vila Viçosa a 8 de dezembro.
- 1919: Publicação do seu primeiro livro significativo, 'Livro de Mágoas'.
- 1923: Sai 'Livro de Sóror Saudade', reforçando o seu estatuto enquanto poeta lÃrico e confessional.
- 1930: Morte a 8 de dezembro; o falecimento teve grande impacto público e crÃtico.
- 1931: Publicação póstuma de 'Charneca em Flor', consolidando o seu legado literário.
Sabias que?
- Faleceu no dia do seu aniversário, aos 36 anos, facto que contribuiu para a construção da sua lenda.
- Destacou-se como uma rara voz feminina de sonetista rigorosa numa época dominada por autores masculinos.
- Cartas e diários pessoais revelam a intensidade dos seus conflitos Ãntimos; muitos foram publicados e estudados após a sua morte.
Obras Principais: Livro de Mágoas (1919), Livro de Sóror Saudade (1923), Charneca em Flor (1931, póstumo)