Francisco de Quevedo (1580–1645) foi um dos mais representativos escritores do Século de Ouro espanhol, mestre do conceptismo e figura central do barroco literário. Autor de poesia mordaz, sátiras e narrativa picaresca, notabilizou-se pela precisão verbal, ironia corrosiva e domÃnio da linguagem, ocupando lugar de relevo na literatura hispânica.
Homem de corte e de disputas literárias, envolveu-se em polémicas com contemporâneos e em aventuras polÃticas que o conduziram à prisão. A sua obra, entre poemas, epÃstolas e romances, influenciou gerações; a sua visão crÃtica da sociedade e o rigor estilÃstico mantêm-no como leitura essencial entre crÃticos e leitores.
Cronologia
- 1580: Nascimento em Madrid (batizado em 1580), em famÃlia hidalga de provÃncias castelhanas.
- c. 1596–1604: Formação académica e primeiros contactos com a Corte; inicia a carreira literária e aproxima-se de cÃrculos intelectuais.
- 1626: Circulação de obras principais como 'El Buscón' (publicada oficialmente mais tarde) e recolha das suas sátiras; consolidação da sua reputação.
- década de 1630: Envolvimento em conflitos polÃticos e literários; episódios de prisão e declÃnio do favor cortesão.
- 1645: Morte em Villanueva de los Infantes; deixa legado duradouro como poeta, prosador e polemista do Barroco.
Sabias que?
- Quevedo manteve uma rivalidade feroz com Luis de Góngora; ambos trocaram sátiras e injúrias literárias que se tornaram célebres.
- Era notório pelo uso de neologismos e jogos linguÃsticos; ampliou o léxico espanhol com invenções e sentidos argutos.
- Nos últimos anos de vida sofreu graves problemas de visão e passou por prisões por razões polÃticas, o que marcou o seu declÃnio pessoal.
Obras Principais: La vida del Buscón llamado Don Pablos (El Buscón), Los sueños (Sueños y discursos), PoesÃas (coleção de poemas lÃricos e satÃricos), EpÃstolas y sátiras (cartas e ensaios satÃricos)