Frases de Georges Bernanos

Frases de Georges Bernanos

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Georges Bernanos (1888–1948) foi um romancista e ensaísta francês cuja obra coloca no centro a luta espiritual entre a graça e o pecado. Nascido em Paris, a sua escrita é marcada por uma intensa preocupação moral e religiosa: descreve personagens esmagados pela culpa, iluminados por momentos de transcendência e enfrentando o silêncio de Deus numa prosa apaixonada e muitas vezes austera.

Para além da ficção, Bernanos foi um crítico social e polémico — denunciou as violências da Guerra Civil Espanhola e viveu vários anos no Brasil, de onde escreveu e manteve uma postura de independência intelectual face às correntes políticas do seu tempo. A sua influência prolonga‑se através de adaptações cinematográficas e da admiração de autores católicos e existencialistas.

Cronologia

  • 1888: Nascimento em Paris, França (20 de fevereiro).
  • 1926: Publicação de Sous le soleil de Satan, obra que o revelou como romancista de fôlego moral e espiritual.
  • 1936: Publicação de Journal d'un curé de campagne, a sua obra mais famosa sobre a vida interior de um padre rural.
  • 1938: Publicação de Les Grands Cimetières sous la lune, ensaio crítico sobre a Guerra Civil Espanhola; parte pouco depois para o Brasil.
  • 1943: Publicação de Monsieur Ouine, romance complexo e sombrio, considerado uma das suas obras mais enigmáticas.
  • 1948: Morte em Neuilly‑sur‑Seine, França (5 de julho).

Sabias que?

  • Serviu na Primeira Guerra Mundial como voluntário e foi ferido; a experiência militar marcou a sua visão trágica da condição humana.
  • Viveu no Brasil entre 1938 e 1945; esse exílio influenciou a sua escrita e a sua visão crítica da política europeia.
  • Várias obras foram adaptadas ao cinema: Robert Bresson adaptou Journal d'un curé de campagne (1951) e Maurice Pialat filmou Sous le soleil de Satan (1987).

Obras Principais: Sob o Sol de Satã (Sous le soleil de Satan, 1926), Diário de um Padre de Aldeia (Journal d'un curé de campagne, 1936), Os Grandes Cemitérios sob a Lua (Les Grands Cimetières sous la lune, 1938), Monsieur Ouine (1943)

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