Guerra Junqueiro (1850–1923) foi um dos poetas portugueses mais influentes do final do século XIX e início do XX. Conhecido pela veia satírica e pelo combate literário às instituições conservadoras, Junqueiro tornou-se voz crítica contra o clericalismo e a decadência política, mobilizando leitores e intelectuais através de versos mordazes e imagem poderosa.
A sua obra articula lirismo e panfleto: ora com imagens neorromânticas, ora com ironia cortante que visa despertar a consciência cívica. Aclamado e polémico em vida, a sua produção poética e ensaística influenciou o debate público que levou à implantação da República em Portugal e continua a ser objeto de estudo e antologias.
Cronologia
- 1850: Nascimento de Guerra Junqueiro em Portugal.
- 1870s: Início da sua actividade literária e primeiras publicações poéticas.
- 1885: Publicação de A Velhice do Padre Eterno, obra satírica que lhe vale notoriedade e polémica.
- 1890s: Publicação de Finis Patriae e consolidação como crítico social e moral do país.
- 1910: Posição pública de apoio às ideias republicanas durante o colapso do regime monárquico.
- 1923: Morte e reconhecimento póstumo como figura central da literatura crítica portuguesa.
Sabias que?
- As suas poesias satíricas contribuíram para polarizar o debate público que antecedeu a implantação da República em 1910.
- Algumas das suas obras foram alvo de críticas e censura por grupos clericais e conservadores da época.
Obras Principais: A Velhice do Padre Eterno, Finis Patriae, Pátria