Henri‑Frédéric Amiel (27 de setembro de 1821 — 11 de maio de 1881) foi um filósofo, poeta e crítico suíço cuja obra se distingue pela acutilância introspectiva. Filho de Genebra, dedicou grande parte da vida à contemplação moral e estética; a sua escrita, sobretudo o célebre diário íntimo, revela uma sensibilidade melancólica e uma busca constante pela coerência entre pensamento e acção.
A vida de Amiel foi marcada pela preferência pelo recolhimento sobre a notoriedade pública. Embora os seus ensaios e poemas fossem apreciados em círculos literários, foi o seu Journal — escrito de forma privada durante décadas e divulgado apenas após a sua morte — que lhe garantiu uma posteridade duradoura, influenciando leitores e pensadores interessados na experiência interior e nos dilemas da consciência moderna.
Cronologia
- 1821: Nascido em Genebra a 27 de setembro, numa família ligada à vida intelectual suíça.
- década de 1840: Estudos em Genebra e contactos com a cultura filosófica alemã, influenciando a sua reflexão estética e moral.
- 1850s–1870s: Mantém um diário íntimo ao longo de várias décadas, onde regista aforismos, reflexões e autoanálises profundas.
- 1881: Falece a 11 de maio; o seu Journal é divulgado postumamente e torna‑se a obra que cimenta a sua reputação.
- pós‑1881: O Journal de Amiel é lido e citado por gerações posteriores, influenciando a tradição literária da introspecção.
Sabias que?
- O seu Journal foi escrito essencialmente para uso pessoal e não destinado inicialmente à publicação.
- Amiel viveu grande parte da vida sem constituir família, preferindo uma existência marcada pelo estudo e pela contemplação.
- A fama maior de Amiel veio apenas após a sua morte, quando o seu diário passou a ser conhecido no circuito intelectual europeu.
Obras Principais: Journal intime (Fragments d'un journal intime), Poésies, Ensaios e retratos literários (variações de ensaios publicados em vida)