Henry de Montherlant (n. 20 de abril de 1895, Paris) foi um romancista e dramaturgo francês cuja obra se destaca pela preocupação com a honra, a grandeza individual e a tensão entre desejo e dever. Formado numa sensibilidade clássica, ganhou reconhecimento pelas peças teatrais e romances que evocam heróis em conflito, propondo uma estética austera e contemplativa sobre a condição humana.
Ao longo da sua carreira recebeu prémios literários e foi eleito para a Académie française, mas também esteve envolvido em polémicas relativas à sua vida privada e a leituras contemporâneas das suas posições. A sua obra mantém-se lida e encenada, valorizada pela intensidade psicológica, pelo rigor formal e pela capacidade de explorar a solidão moral do indivíduo moderno.
Cronologia
- 1895: Nascimento em Paris a 20 de abril.
- 1934: Publicação de 'Les Célibataires', obra emblemática sobre o isolamento e a busca da grandeza.
- 1942: Estreia/publicação de 'La Reine morte', uma das suas peças mais conhecidas, que reforça a sua reputação dramática.
- 1950: Sucesso de 'La Ville dont le Prince est un enfant', peça sobre memória e culpa na juventude escolar.
- 1960: Eleição para a Académie française, reconhecimento institucional da sua carreira literária.
- 1972: Morte a 21 de setembro; fim de uma carreira marcada por admiração crítica e polémicas pessoais.
Sabias que?
- Manteve diários e cadernos pessoais extensos, muitos publicados ou consultados postumamente, que revelam aspetos íntimos e a sua disciplina intelectual.
- Foi eleito para a Académie française em 1960, um reconhecimento tardio que consolidou o seu estatuto na literatura francesa.
- A sua obra conjuga fascínio pela Antiguidade e pelo ideal do herói com descrições psicológicas intensas; a sua vida privada gerou polémica após a sua morte.
Obras Principais: Les Célibataires, La Reine morte, La Ville dont le Prince est un enfant, Le Cardinal d'Espagne, Les Jeunes Filles