Jean Cocteau (1889–1963) foi um dos mais polivalentes criadores do século XX: poeta, dramaturgo, romancista, cineasta, desenhador e cenógrafo francês. Figura central das vanguardas parisienses, destacou-se pela capacidade de cruzar géneros e linguagens artÃsticas, imprimindo a cada obra um forte imaginário mythopoético e um sentido teatral marcado pela ironia e pelo lirismo.
Ao longo da sua carreira colaborou com artistas de renome e influenciou teatro e cinema modernos com filmes como La Belle et la Bête e Le Sang d'un Poète. A sua obra explora o amor, a morte e a metamorfose, deixando um legado de experimentação formal e de uma estética que celebra o sonho como verdadeira matéria criativa.
Cronologia
- 1889: Nascimento em Maisons-Laffitte, França (5 de julho de 1889).
- 1929: Publicação do romance Les Enfants Terribles, obra central da sua produção literária.
- 1930: Estreia do filme experimental Le Sang d'un Poète, marcando-o como cineasta inovador.
- 1946: Lançamento do filme La Belle et la Bête, considerado um clássico do cinema fantástico.
- 1955: Eleito membro da Académie Française, reconhecimento institucional da sua carreira.
- 1963: Morte em Milly-la-Forêt (11 de outubro de 1963); enterrado na capela que ele mesmo decorou.
Sabias que?
- Cocteau decorou a Chapelle Saint-Blaise-des-Simples, em Milly-la-Forêt, onde mais tarde foi sepultado — obra que combina desenho e simbolismo religioso.
- Em 1955 foi eleito para a Académie Française, um reconhecimento oficial que surpreendeu muitos dada a sua vida boémia e as polémicas que o acompanharam.
- Além de escritor e cineasta, desenhava cenários, figurinos e storyboards para as suas peças e filmes, exercendo um controlo plástico completo sobre as suas criações.
Obras Principais: Les Enfants Terribles (1929) — romance, Le Sang d'un Poète (1930) — filme, La Belle et la Bête (1946) — filme, Orphée (1950) — filme, La Machine Infernale (1934) — peça teatral