Jean de La Bruyère (1645–1696) foi um moralista e cronista francês cuja obra mais célebre, Les Caractères, traçou retratos mordazes da sociedade aristocrática do século XVII. Educado no espÃrito clássico, destacou‑se pela observação afiada, pela ironia contida e pela capacidade de transformar pequenas cenas quotidianas em máximas universais.
Reservado na vida pessoal, La Bruyère converteu a sua percepção do mundo em aforismos e perfis psicológicos que continuam a ser lidos como lições sobre vaidade, hipocrisia e costumes humanos. A sua escrita teve impacto imediato na corte e na crÃtica literária, garantindo‑lhe um lugar duradouro entre os moralistas franceses.
Cronologia
- 1645: Nascimento em Paris.
- c.1665: Formação humanÃstica e contacto com cÃrculos literários; inicia actividade como preceptor e secretário junto de famÃlias aristocráticas.
- 1688: Publicação da primeira edição de Les Caractères, obra que satiriza os costumes e os tipos sociais da época.
- década de 1690: Les Caractères provoca reconhecimento e polémica na corte; a obra é revista e acolhida em várias edições.
- 1696: Morte em Paris; legado consolidado como um dos grandes moralistas da literatura francesa.
Sabias que?
- Inspirado em Teófrasto: La Bruyère retomou a tradição dos retratos morais iniciada por Teófrasto, adaptando‑a à sociedade francesa do seu tempo.
- Polémica na corte: Muitos cortesãos reconheceram‑se nos perfis de Les Caractères, o que gerou reações diversas entre elogios e ressentimentos.
- Vida discreta: Viveu de modo relativamente modesto e escolheu a observação serena como ferramenta principal da sua escrita.
Obras Principais: Les Caractères (1688), Les Caractères — Edições ampliadas e comentários posteriores, Obras completas e colecções de máximas