Jean Giono (1895–1970), nascido em Manosque, Provence, emergiu da modesta burguesia rural para se tornar uma voz lÃrica da paisagem e da vida provençal. Influenciado pela experiência traumática da Primeira Guerra Mundial, Giono converteu a sua admiração pela natureza e pelos mitos clássicos em romances que celebram a terra e a comunidade.
A sua obra combina prosa poética, fábula e filosofia humanista; durante e após a Segunda Guerra Mundial enfrentou polémicas por posições polÃticas, mas recuperou o lugar na literatura francesa. Hoje é lembrado pela intensidade lÃrica, pelo imaginário rural e pelo impacto duradouro em adaptações e em leitores de todo o mundo.
Cronologia
- 1895: Nascimento em Manosque, Alpes-de-Haute-Provence (30 de março).
- 1914–1918: Serviço militar na Primeira Guerra Mundial; a experiência molda o seu pacifismo e visão humana.
- 1929–1930: Publicação de romances fundamentais como Colline, Un de Baumugnes e Regain, que afirmam a sua estética provençal.
- 1940s: PerÃodo de controvérsia e ostracismo após artigos e posições percebidos como polémicos durante a Segunda Guerra Mundial.
- 1951: Publicação de Le Hussard sur le toit, uma das suas obras mais conhecidas posteriormente consagrada internacionalmente.
- 1970: Morte em 9 de outubro; legado consolidado como um dos maiores narradores da Provença.
Sabias que?
- Antes de se dedicar integralmente à escrita, Giono trabalhou em Manosque na indústria de sementes e viveu em contacto direto com a vida rural que descreveu.
- Publicou um panfleto pacifista e tomou posições polémicas antes da Segunda Guerra Mundial, facto que condicionou temporariamente a sua receção pública.
- Le Hussard sur le toit ganhou nova visibilidade com uma adaptação cinematográfica de grande orçamento em 1995, década após a sua morte.
Obras Principais: Colline (1929), Un de Baumugnes (1929), Regain (1930), Que ma joie demeure (1935), Le Hussard sur le toit (1951)