Jean Giraudoux (29 de outubro de 1882 — 31 de janeiro de 1944) foi um escritor, dramaturgo e diplomata francês nascido em Bellac. Iniciou-se na literatura como romancista e comentador cultural, trabalhando paralelamente como funcionário público. A partir da década de 1920 dedicou-se sobretudo ao teatro, alcançando grande notoriedade nos anos 1930 com peças que renovaram a tradição dramática francesa.
Conhecido pela prosa refinada e pelo uso irónico e poético do mito, Giraudoux explorou conflitos humanos através de diálogos elegantes e imagens evocativas. As suas peças — frequentemente adaptações de temas clássicos — continuam a ser encenadas e estudadas pela subtil combinação de fantasia, tragédia e crítica social, garantindo-lhe um lugar duradouro na literatura europeia do século XX.
Cronologia
- 1882: Nascimento em Bellac, Haute-Vienne, França (29 de outubro).
- 1914–1918: Participação na Primeira Guerra Mundial; prosseguimento da carreira literária e serviço público após o conflito.
- 1929: Estreia de Amphitryon 38, que marca a afirmação de Giraudoux como dramaturgo inovador.
- 1935: Publicação e estreia de La guerre de Troie n'aura pas lieu, peça anti‑bélica de grande impacto.
- 1939: Estreia de Ondine, uma das suas obras mais célebres e frequentemente encenadas internacionalmente.
- 1944: Morte em Paris (31 de janeiro), deixando um legado duradouro no teatro moderno.
Sabias que?
- Trabalhou muitos anos como funcionário público e diplomata, equilibrando a carreira oficial com a criação literária.
- A sua fama cénica surgiu tarde, nos anos 1930, quando já tinha uma carreira consolidada como romancista e ensaísta.
- Muitas das suas peças reescrevem mitos clássicos com ironia e sensibilidade moderna, facilitando adaptações internacionais.
Obras Principais: Amphitryon 38 (Amfitrião 38), La guerre de Troie n'aura pas lieu (A guerra de Troia não terá lugar), Ondine, Électre