Jean Rostand foi um biólogo, ensaísta e divulgador científico francês, filho do dramaturgo Edmond Rostand. Ao longo do século XX tornou-se uma voz pública na intersecção entre ciência e ética, escrevendo com elegância para leitores cultivados e gerais sobre embriologia, teratologia e as implicações humanas dos avanços científicos.
Combinação rara de investigador e humanista, Rostand popularizou conceitos biológicos sem perder a profundidade filosófica. Defensor de uma ciência responsável, as suas obras e intervenções públicas marcaram debates sobre a responsabilidade social da investigação, a dignidade humana e a necessidade de reflexão ética permanente.
Cronologia
- 1894: Nascimento em Paris, França, numa família ligada à cultura e às letras.
- década de 1920: Início da carreira científica, com investigação em embriologia e biologia experimental.
- décadas de 1930–1950: Publicação de ensaios e livros que o tornaram um divulgador influente e um intelectual público.
- década de 1950–1960: Participação ativa em debates éticos sobre ciência, tecnologia e sociedade.
- 1977: Falecimento; legado de obras que articulam ciência, filosofia e humanismo.
Sabias que?
- Filho do célebre dramaturgo Edmond Rostand, autor de Cyrano de Bergerac.
- Conciliou investigação prática (especialmente em embriologia) com escrita acessível ao grande público.
- Foi conhecido por intervir em debates públicos sobre ética científica, defendendo uma ciência humanista.
Obras Principais: Souvenirs d'un biologiste, La Vie et la Mort, Pensées d'un biologiste, Ensaios sobre a Biologia e a Ética