Joaquim Nabuco (1849–1910) foi um dos mais destacados intelectuais, políticos e diplomatas brasileiros do fim do século XIX e início do século XX. Nascido em Pernambuco numa família de proprietários rurais, tornou‑se cedo um crítico incisivo da escravatura, perfilando‑se como líder do movimento abolicionista através de ensaios, debates parlamentares e intervenção pública.
Para além da acção política, Nabuco deixou obra literária e memorialística relevante — sobretudo o influente O Abolicionismo e a autobiografia Minha Formação — e desempenhou papel relevante na diplomacia brasileira. A sua trajectória equilibra firme compromisso moral, sensibilidade literária e prática diplomática internacional.
Cronologia
- 1849: Nascimento em Recife, Pernambuco, em família de grande influência regional.
- 1883: Publicação de O Abolicionismo, obra central na sua carreira e marco do debate público.
- 1888: Atuação política decisiva no movimento abolicionista que culminou com a Lei Áurea.
- 1900: Publicação da autobiografia Minha Formação, considerada um clássico da memória intelectual brasileira.
- 1905: Carreira diplomática consolidada com nomeações para representações brasileiras na Europa e nos EUA.
- 1910: Morte, encerrando uma carreira influente na política, na literatura e na diplomacia do Brasil.
Sabias que?
- Proveniente de uma família proprietária de escravos, Nabuco tornou‑se um dos mais firmes opositores da escravatura — posição que o colocou em conflito com interesses familiares e regionais.
- Além da acção política, teve longa carreira diplomática, representando o Brasil em grandes capitais europeias e contribuindo para a promoção internacional da imagem do país.
Obras Principais: O Abolicionismo, Minha Formação, Discursos e escritos políticos (coletânea)