Karl Kraus (1874–1936) foi um satírico, ensaísta e editor austríaco, nascido em Hohenems e radicado em Viena. Fundador e principal autor da revista Die Fackel (A Tocha), tornou‑se conhecido pela crítica implacável à imprensa, ao teatro e à política da sua época. A sua prosa é aforística, afiada e obsessiva na defesa da clareza e da responsabilidade linguística.
A sua obra mais ambiciosa, Die letzten Tage der Menschheit (As Últimas Dias da Humanidade), é uma dramatização documental da Primeira Guerra Mundial que expõe a banalidade e a hipocrisia da guerra através de citações jornalísticas. Kraus deixou um legado polémico: influenciou gerações de escritores germânicos e permanece referência na crítica cultural e lingüística.
Cronologia
- 1874: Nascimento em Hohenems, Vorarlberg (Áustria), a 28 de abril.
- 1899: Lançamento de Die Fackel, revista quase inteiramente escrita e editada por Kraus, que se tornaria a sua plataforma crítica.
- 1918–1922: Compõe e publica progressivamente Die letzten Tage der Menschheit, a sua grande sátira sobre a Primeira Guerra Mundial.
- década de 1920: Intensificação das campanhas públicas contra a imprensa, o teatro comercial e a corrupção intelectual em Viena e além.
- 1936: Morte em Viena, a 12 de junho; legado de crítica cultural e literária herdado por gerações posteriores.
Sabias que?
- Kraus escreveu, editou e muitas vezes paginou quase todo o conteúdo de Die Fackel ao longo de décadas, tornando a revista reflexo direto do seu pensamento.
- Die letzten Tage der Menschheit incorpora excertos documentais de jornais e comunicados oficiais, usando a própria linguagem da imprensa para satirizar a guerra.
- Era conhecido por recusar condecorações e por manter uma postura pública de independência face à elite cultural e política.
Obras Principais: Die Fackel (revista, 1899–1936), Die letzten Tage der Menschheit (As Últimas Dias da Humanidade), Gesammelte Schriften (obras reunidas / coletânea), Ensaios e aforismos selecionados (coleções posteriores)