Manoel de Oliveira (Porto, 1908–2015) foi um cineasta português cuja obra atravessou praticamente um século de história do cinema. Começou com documentários nos anos 30, alcançou notoriedade com Aniki-Bóbó (1942) e voltaria a afirmar-se nas décadas seguintes como adaptador de literatura portuguesa, explorando a linguagem cinematográfica com rigor formal.
Conhecido pelos planos longos, composições quase teatrais e uma reflexão constante sobre memória, tradição e morte, Oliveira manteve uma carreira singular — colaborando frequentemente com Agustina Bessa-LuÃs e trabalhando até muito idoso. É considerado uma figura central do cinema português e um dos cineastas mais longevo da história.
Cronologia
- 1908: Nascimento no Porto, a 11 de dezembro.
- 1931: Realização do seu primeiro filme documentário relevante, Douro, Faina Fluvial.
- 1942: Lançamento de Aniki-Bóbó, marco inicial da sua notoriedade nacional.
- 1981: Estreia de Francisca, obra que reforça a sua visão literária e formal do cinema.
- 2012: Gebo e a Sombra, um dos últimos filmes de uma carreira que se prolongou até ao século XXI.
- 2015: Morte no Porto, a 2 de abril, aos 106 anos.
Sabias que?
- Dirigiu filmes ao longo de nove décadas e trabalhou profissionalmente até aos 106 anos, tornando-se um dos cineastas mais longevos de sempre.
- Adaptou com frequência obras da romancista Agustina Bessa-LuÃs, estabelecendo uma parceria artÃstica duradoura.
- O ator Ricardo Trêpa, seu neto, foi colaborador regular em muitos dos seus filmes nas últimas décadas.
Obras Principais: Douro, Faina Fluvial (1931), Aniki-Bóbó (1942), Francisca (1981), Vale Abraão (1993), Gebo e a Sombra (2012)