Nascido Aleksei Maksimovič Peškov em 1868, em Nizhni Novgorod, tornou-se conhecido pelo pseudónimo Máximo Gorki — «gorki» significando amargo. Órfão cedo, viveu várias ocupações manuais e viajou como trabalhador; essas experiências alimentaram a sua visão literária empática para com as classes populares. A sua escrita, entre memória e denúncia social, marcou a renovação narrativa russa no fim do século XIX.
Autor de romances, contos e peças, Gorki ganhou prestígio internacional com obras como a trilogia autobiográfica e o romance A Mãe. Participou activamente no debate cultural em torno da Revolução Russa, teve relações complexas com o poder soviético e deixou um legado duradouro como referência do realismo social e da literatura comprometida com a transformação social.
Cronologia
- 1868: Nascimento em Nizhni Novgorod como Aleksei Maksimovič Peškov (28 de março).
- 1892: Adota o pseudónimo Máximo Gorki e alcança reconhecimento com narrativas sobre a vida dos marginalizados.
- 1906-1913: Período de exílio voluntário na Europa (destacando Capri), durante o qual publica obras importantes e intensifica a sua reputação internacional.
- 1906: Publicação de A Mãe, obra emblemática do compromisso social e agitprop que influiu no pensamento revolucionário.
- 1917-1928: Envolvimento nas discussões culturais após a Revolução de 1917; papel ambivalente entre apoio às reformas e crítica às práticas do regime.
- 1936: Morte em 18 de junho, deixando vasta obra literária e um forte impacto nas letras russas e no movimento do realismo socialista.
Sabias que?
- O pseudónimo «Gorki» significa «amargo» e reflecte a sua intenção de relatar a vida dura dos pobres com franqueza.
- Antes de se afirmar como escritor, trabalhou como marinheiro, padeiro e operário — experiências que alimentaram a sua prosa realista.
- Foi várias vezes nomeado ao Prémio Nobel da Literatura, mas nunca o recebeu.
Obras Principais: Infância (trilogia autobiográfica), Entre os Homens (no Brasil/Portugal, título comum para In the World), As Minhas Universidades, A Mãe