Millôr Fernandes (16 de agosto de 1923 — 27 de março de 2012) foi um dos maiores cronistas, desenhistas e humoristas do Brasil. Nascido no Rio de Janeiro, ganhou destaque pela combinação aguda de ironia, concisão e erudição: trabalhou como cartunista, autor teatral, cronista e tradutor, deixando obra vasta em jornais, revistas e livros. A sua escrita privilegiava o aforismo e a sátira social, tornando-o voz crÃtica das contradições brasileiras ao longo do século XX.
Ao longo de mais de seis décadas de carreira, Millôr publicou colecções de crónicas e epigramas, traduziu peças clássicas para o português e influenciou gerações de humoristas e escritores. Foi reconhecido tanto pelo alcance popular do seu humor como pela sofisticação intelectual das suas observações, mantendo sempre um olhar mordaz sobre a polÃtica, a cultura e os hábitos quotidianos.
Cronologia
- 1923: Nascimento no Rio de Janeiro.
- 1940s–1950s: InÃcio da carreira como desenhista e cronista; colaboração em jornais e revistas que consolidou a sua notoriedade.
- 1960s–1970s: Refinamento da obra satÃrica e teatral; publicação de textos humorÃsticos e aforismos que se tornaram referências culturais.
- 1990s: Antologias e reconhecimento crÃtico; contÃnua presença na imprensa através de crónicas e ilustrações.
- 2012: Morte no Rio de Janeiro; deixa vasta obra reeditada em colecções e antologias.
Sabias que?
- Assinava simplesmente 'Millôr' — pseudónimo que se tornou marca inconfundÃvel do seu trabalho gráfico e literário.
- Foi tradutor de peças clássicas para português, contribuindo para a circulação e renovação do teatro no Brasil.
Obras Principais: Comédias da Vida Privada (colecção de textos), Obras Reunidas (antologias e colectâneas), Colecções de crónicas e aforismos publicadas em jornais e livros