Natália Correia (1923–1993) nasceu nos Açores e destacou-se como uma das vozes mais originais e controversas da literatura portuguesa do século XX. Poetisa, dramaturga e ensaÃsta, construiu uma obra marcada pela intensidade lÃrica, ironia e sensibilidade polÃtica, que lhe granjeou reconhecimento nacional e uma presença pública constante nas grandes questões culturais.
Ao longo da sua carreira cultivou um papel activo na vida cultural portuguesa: editora, organizadora de eventos literários e interveniente nos debates pós-25 de Abril. A sua obra, que atravessa poesia, teatro e ensaio, mantém-se relevante pelo tom combativo, pela celebração do corpo e pela defesa da liberdade criativa.
Cronologia
- 1923: Nascimento nos Açores; infância marcada pela cultura insular.
- Década de 1940: Mudança para o continente e primeiros passos na cena literária lisboeta.
- Década de 1950–1960: Publicação de colectâneas poéticas e crescente reconhecimento literário.
- 1974: Participação activa nos debates culturais e polÃticos após a Revolução dos Cravos.
- 1993: Morte em Lisboa; consolidação de um legado literário e cultural duradouro.
Sabias que?
- Mantinha uma relação afectiva e intelectual estreita com a cultura açoriana, tema recorrente na sua obra.
- Para além da escrita, destacou-se como dinamizadora cultural, fundando e colaborando em revistas e eventos literários.
- A sua personalidade pública e declarações frontalmente crÃticas tornaram-na figura polémica e influente nas décadas finais do século XX.
Obras Principais: Mãe Preta, Colectâneas de poesia (antologias e selecções), Peças de teatro e ensaios culturais (obras dispersas)