Orhan Pamuk (n. 1952, Istambul) é um dos mais influentes escritores contemporâneos da Turquia, reconhecido internacionalmente pela exploração literária da memória, da identidade e do encontro entre Oriente e Ocidente. Filho de uma família abastada da cidade, estudou em Istambul e iniciou a carreira artística nos anos 1980, ganhando notoriedade pela fusão de romance histórico e reflexões metaficcionais.
A sua obra, marcada por narradores múltiplos e por uma sensibilidade curiosa sobre arte, religião e política, culminou com o Prémio Nobel da Literatura em 2006. Para além dos romances, Pamuk publicou memórias e ensaios sobre Istambul e criou até um museu real inspirado n'O Museu da Inocência, reforçando a sua relação íntima entre ficção e vida quotidiana.
Cronologia
- 1952: Nascido em Istambul, Turquia (7 de junho).
- década de 1970: Estuda arquitectura e jornalismo em Istambul; começa a dedicar-se à escrita.
- 1982: Publicação dos primeiros romances que estabelecem a sua reputação literária na Turquia.
- 1998: Publicação de 'Meu Nome é Vermelho', obra que lhe traz reconhecimento internacional.
- 2005: Entra em polémica pública e é alvo de investigação judicial na Turquia por comentários políticos; o caso atrai atenção internacional.
- 2006: Condecorado com o Prémio Nobel da Literatura, consolidando a sua projeção global.
Sabias que?
- Transformou o romance 'O Museu da Inocência' numa instituição real em Istambul, exibindo objetos que evocam a narrativa.
- Foi alvo de investigação em 2005 por declarações sobre eventos históricos; o processo suscitou intensa discussão internacional sobre liberdade de expressão.
- Além dos romances, destacou-se com ensaios e memórias sobre Istambul, misturando crónica pessoal e história cultural.
Obras Principais: Meu Nome é Vermelho (Benim Adım Kırmızı), Neve (Kar), O Museu da Inocência (Masumiyet Müzesi), Istambul: Memórias e a Cidade (İstanbul: Hatıralar ve Şehir)