Paolo Mantegazza (1831–1910) foi um médico, fisiologista e antropólogo italiano cuja obra cruzou ciência, ensaio e viagem. Tornou-se conhecido por popularizar temas cientÃficos junto do público leigo, combinando observação empÃrica com uma escrita viva e bem-humorada. As suas reflexões sobre as paixões humanas e o prazer marcaram debates sobre psicologia e cultura no fim do século XIX.
Além da atividade cientÃfica, Mantegazza desempenhou papel cÃvico e polÃtico, ocupando cargos públicos e reunindo extensas coleções etnográficas durante as suas viagens. O seu legado reúne estudos sobre emoções, textos de divulgação e relatos de viagem, constituindo uma ponte entre investigação académica e sensibilidade humanista.
Cronologia
- 1831: Nascimento em Monza, no Reino da Lombardia-Véneta.
- 1850s: Formação em Medicina e inÃcio da carreira como clÃnico e investigador em fisiologia.
- 1860s–1870s: Publicação de obras de divulgação sobre emoções e prazer, consolidação como autor acessÃvel ao público.
- 1880s: Envolvimento polÃtico e cÃvico; participação em instituições e debate público sobre higiene e educação.
- 1910: Morte; reconhecimento póstumo do seu contributo à antropologia, fisiologia e à divulgação cientÃfica.
Sabias que?
- Tentou quantificar sentimentos: elaborou métodos e escalas para medir prazer e emoções, antecipando abordagens modernas de psicometria.
- Coleccionador e viajante: reuniu objectos etnográficos durante as viagens, muitos dos quais integraram museus e exposições.
- Figura pública polivalente: além de cientista e escritor, teve uma carreira polÃtica e participou no debate sobre higiene e educação pública.
Obras Principais: Fisiologia del piacere (Fisiologia do Prazer), Fisiologia del dolore (Fisiologia da Dor), Viaggi e ricerche antropologiche (Viagens e Pesquisas Antropológicas), Saggi e scritti di psicologia (Ensaios de Psicologia)