Paul Valéry (1871–1945) nasceu em Sète, no sul de França, e tornou-se uma das vozes mais eruditas da poesia e do ensaio do século XX. Influenciado pelo simbolismo e amigo de Stéphane Mallarmé, Valéry atravessou uma longa crise criativa no inÃcio da carreira, regressando em 1917 com o poema La Jeune Parque e consolidando-se com Le Cimetière marin.
Para além da poesia, dedicou-se ao ensaio, à reflexão estética e à escrita dos célebres Cahiers — cadernos de notas onde sistematizou ideias sobre consciência, ciência e linguagem. Eleito para a Académie française em 1925, deixou um legado interdisciplinar que continua a influenciar literatura, filosofia e teoria da arte.
Cronologia
- 1871: Nascimento em Sète, Hérault, França (30 de outubro de 1871).
- 1917: Publicação do longo poema La Jeune Parque, marca do seu regresso à poesia.
- 1920: Publicação de Le Cimetière marin, uma das suas obras poéticas mais célebres.
- 1925: Eleição para a Académie française, reconhecimento institucional do seu percurso.
- 1945: Morte em Paris (20 de julho de 1945), deixando numerosos ensaios e os Cahiers póstumos.
Sabias que?
- Após uma crise intelectual em 1892, Valéry absteve-se de publicar poesia durante mais de duas décadas, regressando apenas em 1917.
- Manteve extensos Cahiers — cadernos onde registou reflexões sobre matemática, ciência, estética e mente — que só foram publicados largamente após a sua morte.
- Além de poeta, foi um ensaÃsta e pensador que tentou aplicar métodos analÃticos ao estudo da criação artÃstica.
Obras Principais: Le Cimetière marin (O Cemitério Marinho), La Jeune Parque, Monsieur Teste, Cahiers (cadernos de notas, publicados postumamente)