Plínio, o Velho (c. 23–79 d.C.), nascido em Comum (actual Como), foi um enciclopedista, naturalista e oficial romano cuja obra monumental procurou compilar o saber natural e técnico do Mundo Antigo. De perfil polímata, combinou experiência administrativa e militar com leitura exaustiva de fontes clássicas para produzir uma das maiores sínteses do conhecimento antigo.
Ao longo da carreira exerceu cargos administrativos e comandou a frota imperial em Miseno. Foi tutor e tio de Plínio, o Jovem. Morreu durante a erupção do Vesúvio em 79 d.C., enquanto procurava socorrer vítimas. A sua História Natural influenciou a transmissão do conhecimento científico até à Idade Média.
Cronologia
- c. 23: Nascimento em Comum (Como), no Norte de Itália.
- c. 44–70: Serviço militar e carreira pública: acumulou cargos administrativos e experiências em várias províncias, ascendendo à ordem equestre.
- c. 61: Assume papel de tutor e guardião do sobrinho, Plínio, o Jovem, influenciando a sua formação.
- c. 77: Conclusão da maior parte da obra enciclopédica Historia Naturalis, compilando vastas fontes sobre ciência e tecnologia.
- 79: Morte em 24 de agosto de 79 d.C., durante a erupção do Vesúvio; então comandante da frota de Miseno, morreu enquanto procurava socorrer pessoas.
Sabias que?
- Faleceu enquanto tentava socorrer vítimas da erupção do Vesúvio; o relato do sobrinho é a principal fonte para a sua morte.
- Ao compilar a História Natural, afirma ter consultado mais de 2 000 obras de cerca de 100 autores, fazendo do seu trabalho um vasto mosaico de fontes antigas.
- A História Natural foi uma referência fundamental para o conhecimento científico durante a Antiguidade tardia e a Idade Média, apesar de muitas das suas afirmações serem hoje obsoletas.
Obras Principais: História Natural (Naturalis Historia), Bellum Germanicum (obra perdida), De Viris (obra perdida), Diversos tratados e compilações agora perdidos (cartas e escritos técnicos)