Rachel de Queiroz (Fortaleza, 17 de novembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de novembro de 2003) emergiu como uma das vozes mais vigorosas da literatura brasileira do século XX. Estreou em 1930 com O Quinze, romance que denunciou a seca e a migração no Nordeste, afirmando desde cedo um olhar social, realista e profundamente humano.
Para além dos romances, foi cronista e jornalista influente, mantendo uma carreira pública de quase oito décadas. Em 1977 tornou‑se a primeira mulher eleita para a Academia Brasileira de Letras. A sua obra, marcada por protagonistas fortes e pelo regionalismo nordestino, continua a ser estudada e adaptada nas artes.
Cronologia
- 1910: Nascimento em Fortaleza, Ceará (17 de novembro de 1910).
- 1930: Publicação do romance de estreia O Quinze, sobre a seca de 1915 e a migração nordestina.
- 1933: Publicação de As Três Marias, reforçando a sua presença na literatura regionalista e social.
- 1974: Publicação de Memorial de Maria Moura, obra que viria a ganhar maior reconhecimento e adaptações.
- 1977: Eleição para a Academia Brasileira de Letras, tornando‑se a primeira mulher a integrar a instituição.
- 2003: Falecimento no Rio de Janeiro a 4 de novembro de 2003.
Sabias que?
- Publicou O Quinze aos 19/20 anos, revelando‑se muito jovem como romancista.
- Foi a primeira mulher a ser eleita para a Academia Brasileira de Letras (1977).
- Conciliou a atividade literária com uma longa carreira como cronista e jornalista em jornais nacionais.
Obras Principais: O Quinze (1930), As Três Marias (1933), Memorial de Maria Moura (1974)