Rafael Chirbes (Tavernes de la Valldigna, 1949–2015) foi um romancista e cronista espanhol reconhecido pela análise implacável da sociedade pós‑franquista. Formado na comunidade valenciana, viveu entre Madrid e a sua terra natal; começou por colaborar em cinema, televisão e imprensa antes de se afirmar como uma das vozes mais críticas e densas da literatura contemporânea em espanhol.
A sua obra explora a memória, a decadência moral e o impacto do capitalismo e do boom imobiliário no Mediterrâneo, com uma prosa rigorosa, muitas vezes longilínea e afiada. Obras como Crematorio e En la orilla consolidaram a sua reputação internacional, pela capacidade de conjugar realismo social, reflexão histórica e denúncia ética.
Cronologia
- 1949: Nascimento em Tavernes de la Valldigna, Comunidade Valenciana, Espanha.
- 1970s: Início de carreira profissional com colaborações em cinema, televisão e jornalismo.
- 2007: Publicação do romance Crematorio, obra amplamente lida e debatida sobre corrupção e urbanismo.
- 2013: Publicação de En la orilla, considerada uma das suas obras mais maduras e contundentes.
- 2015: Morte, deixando um legado de crítica social e uma obra central na literatura espanhola contemporânea.
Sabias que?
- Crematorio foi adaptado numa série televisiva em Espanha, aumentando a visibilidade pública da obra.
- Antes de se dedicar exclusivamente à literatura, trabalhou como argumentista e colaborador em meios audiovisuais e jornais.
- Mantinha uma ligação constante à sua região natal: o litoral valenciano é cenário e tema recorrente na sua escrita.
Obras Principais: Crematorio, En la orilla, Los viejos amigos, La larga marcha