Marie-Henri Beyle, mais conhecido pelo pseudónimo Stendhal (1783–1842), nasceu em Grenoble e tornou-se uma das vozes centrais do romance do século XIX. Participou nas campanhas napoleónicas e viveu longos períodos em Itália, onde desenvolveu a paixão pelo panorama artístico e cultural que marcaria a sua obra. A sua escrita combina observação social, ironia mordaz e uma análise íntima das motivações humanas.
Autor de clássicos como O Vermelho e o Negro e A Cartuxa de Parma, Stendhal antecipou aspetos do realismo psicológico moderno, explorando ambição, amor e hipocrisia burguesa. Além de romancista, foi crítico de arte e diarista; a sua influência estende‑se a várias gerações de escritores europeus e deixou um legado crítico e biográfico que continua a fascinar estudiosos.
Cronologia
- 1783: Nascimento em Grenoble, França (Marie‑Henri Beyle).
- 1800–1814: Serviço durante as campanhas napoleónicas e primeiras experiências em Itália.
- 1817: Publicação de relatos de viagem e ensaios sobre arte — consolidação como crítico cultural.
- 1830: Publicação de O Vermelho e o Negro (Le Rouge et le Noir), obra que o torna célebre.
- 1839: Publicação de A Cartuxa de Parma (La Chartreuse de Parme), considerado outro marco na sua carreira.
- 1842: Morte em Paris; posterior reconhecimento crítico e influência duradoura na literatura europeia.
Sabias que?
- O pseudónimo 'Stendhal' deriva da cidade alemã de Stendal, escolhida pelo autor como nome literário.
- A famosa 'síndrome de Stendhal' recebeu esse nome por relatos de reações emocionais intensas a obras de arte atribuídas às experiências do autor em Florença.
- Além de romancista, Stendhal foi crítico de arte prolífico; os seus diários e cartas são fontes valiosas sobre o seu processo criativo e vida pessoal.
Obras Principais: O Vermelho e o Negro (Le Rouge et le Noir, 1830), A Cartuxa de Parma (La Chartreuse de Parme, 1839), Do Amor (De l'amour, 1822), Roma, Nápoles e Florença (relatos de viagem, 1817)