Publius Terentius Afer, conhecido em português por Terêncio, foi um comediógrafo romano do século II a.C., possivelmente nascido na África do Norte (Cartago). Chegou a Roma como escravo e foi mais tarde libertado por um cidadão chamado Terentius, adotando o cognome "Afer". Entre c.166–160 a.C. escreveu seis comédias que se tornaram modelos de elegância verbal e construção dramática, adaptando obras da comédia nova grega.
As peças de Terêncio destacam-se pela concisão, pela atenção psicológica às personagens e pelo tratamento humano dos conflitos familiares e sociais. Apesar de acusações antigas de dependência das fontes gregas, a sua linguagem clara e a perspetiva moral moderada influenciaram dramaturgos clássicos e a tradição educativa medieval e renascentista na Europa.
Cronologia
- c.195–185 a.C.: Nascimento provável na África do Norte; mais tarde identificado como Publius Terentius Afer.
- c.172–170 a.C.: Chega a Roma como escravo; é libertado por Terentius Lucanus, adquirindo liberdade e o nome Terentius.
- 166 a.C.: Estreia de Andria, a sua primeira comédia conhecida, que lhe vale reconhecimento público.
- 166–160 a.C.: Composição e apresentação das seis comédias que nos chegaram completas: Andria, Hecyra, Heauton Timorumenos, Eunuchus, Adelphoe e Phormio.
- c.159 a.C.: Morte aproximada; as circunstâncias são pouco claras, deixando um legado literário duradouro.
Sabias que?
- As seis peças de Terêncio chegaram completas até nós, facto raro entre dramaturgos romanos.
- A frase latina 'Homo sum, humani nihil a me alienum puto' (Sou homem: nada do que é humano me é estranho) tornou-se célebre e é frequentemente citada fora do contexto teatral.
- Foi alvo de acusações antigas de dependência das fontes gregas, mas defendeu-se nas prólogas destacando a arte da adaptação.
Obras Principais: Andria, Hecyra, Heauton Timorumenos, Eunuchus, Adelphoe