Wole Soyinka (n. 1934, Abeokuta, Nigéria) é um dramaturgo, poeta, ensaísta e activista político cuja obra remodelou o teatro africano contemporâneo. Combinando tradição oral iorubá, ritual e crítica social, tornou-se voz incisiva contra a tirania e a corrupção, exercendo influência além das palcos através de ensaios e memórias.
Ao longo de mais de seis décadas, Soyinka transitou entre a criação literária, o ensino académico e a resistência política — incluindo detenção durante a guerra civil nigeriana. Em 1986 recebeu o Prémio Nobel da Literatura, tornando-se um símbolo de compromisso ético e artístico para a África e para a literatura mundial.
Cronologia
- 1934: Nascimento em Abeokuta, no sul da Nigéria.
- 1958: Estreia de peças iniciais que lhe conferem reconhecimento na cena teatral nigeriana.
- 1960: A peça A Dance of the Forests é encenada na cerimónia de independência da Nigéria, afirmando-o como dramaturgo nacional.
- 1967-1969: Detenção por motivos políticos durante a guerra civil nigeriana; experiência que marcaria obras e ensaios posteriores.
- 1986: Condecoração com o Prémio Nobel da Literatura, reconhecendo a sua contribuição artística e moral.
- 1990s: Período de crítica intensa aos regimes militares, atividade em exílio e papel contínuo como intelectual público.
Sabias que?
- Foi o primeiro africano a receber o Prémio Nobel da Literatura, em 1986.
- A sua experiência de detenção influenciou directamente o ensaio-memória 'The Man Died', escrito após 22 meses de prisão sem julgamento.
- Integra frequentemente máscaras, cantos e rituais iorubás nas suas peças, recriando práticas performativas tradicionais no palco moderno.
Obras Principais: A Dance of the Forests, The Swamp Dwellers, Death and the King's Horseman, The Man Died: Prison Notes, Aké: The Years of Childhood