Frases de Rubem Alves - Um pássaro voando é um páss

Frases de Rubem Alves - Um pássaro voando é um páss...


Frases de Rubem Alves


Um pássaro voando é um pássaro livre. Não serve para nada. Impossível manipulá-lo, usá-lo, controlá-lo. E esse é, precisamente, o seu segredo: a inutilidade. Ele está além das maquinações do homem.

Rubem Alves

A citação opõe liberdade à utilidade e celebra a autonomia radical do ser livre. A 'inutilidade' do pássaro torna-o imune à dominação humana e faz da sua liberdade um valor em si.

Significado e Contexto

A frase afirma que a verdadeira liberdade reside naquilo que não pode ser instrumentalizado. Ao dizer que um pássaro voando é “inútil”, o autor desloca o critério de valor: aquilo que não serve para fins humanos torna-se precisamente livre, porque não está sujeito a objectivos de controlo, exploração ou utilidade prática. A inutilidade transforma-se, assim, num escudo contra as maquinações humanas e numa afirmação estética e ética da autonomia. Numa leitura educativa, a passagem desafia a visão utilitarista que mede o valor das coisas e das pessoas apenas pelo seu uso. O pássaro é símbolo daquilo que existe por si mesmo; reconhecê-lo implica respeitar limites da instrumentalização e cultivar uma ética que valoriza o ser para além do rendimento ou função social.

Origem Histórica

Rubem Alves (1933–2014), brasileiro, foi teólogo, psicanalista, educador e escritor. A sua produção, desde meados do século XX, funde ensaio, filosofia e poesia, criticando formas tecnocráticas de pensar a educação e a vida. A formulação desta ideia insere-se no seu trabalho crítico contra a instrumentalização da existência e na valorização da experiência estética e afectiva como contraponto ao utilitarismo moderno.

Relevância Atual

A frase mantém atualidade face a debates contemporâneos sobre mercantilização, eficiência e controlo: desde a educação medida por métricas à exploração da natureza, a ideia alerta para os perigos de reduzir seres e fenómenos à sua utilidade. É também pertinente no contexto das lutas pela autonomia pessoal e pela preservação de espaços não instrumentalizados — artísticos, ecológicos e comunitários.

Fonte Original: Atribuída a Rubem Alves em textos e citações publicadas, mas não foi possível localizar uma referência verificável a uma obra, artigo ou entrevista específica que contenha a frase na forma citada. É frequentemente reproduzida em compilações e redes sociais atribuídas ao autor.

Citação Original: Um pássaro voando é um pássaro livre. Não serve para nada. Impossível manipulá-lo, usá-lo, controlá-lo. E esse é, precisamente, o seu segredo: a inutilidade. Ele está além das maquinações do homem.

Exemplos de Uso

  • Num plano curricular, para discutir com alunos a diferença entre valor intrínseco e valor instrumental de seres vivos.
  • Como lema num debate sobre conservação: defender habitats que existem para além da exploração económica.
  • Em crítica a práticas empresariais que reduzem trabalhadores a recursos mensuráveis, incentivando uma reflexão sobre dignidade e autonomia.

Variações e Sinônimos

  • A liberdade verdadeira recusa ser utilitária.
  • O que não serve é impossível de domesticar.
  • O inútil preserva a sua independência.

Curiosidades

Rubem Alves tornou-se conhecido por misturar rigor teológico e sensibilidade literária; a sua escrita privilegia metáforas da natureza para comunicar ideias filosóficas sobre educação, afectos e espiritualidade, o que torna frequente a circulação de frases suas em formatos condensados (citações) mesmo quando a fonte exacta não é sempre clara.

Perguntas Frequentes

O que quer dizer 'inutilidade' nesta frase?
Refere-se ao facto de não ser passível de instrumentalização; valoriza-se o ser por si e não pela sua utilidade para fins humanos.
Como usar esta citação em contexto educativo?
Pode servir como ponto de partida para debates sobre valores, ética ambiental e crítica ao utilitarismo nas escolas, incentivando reflexão e actividades criativas.
Esta frase tem origem numa obra conhecida?
A frase é atribuída a Rubem Alves, mas não há referência bibliográfica confirmada que indique a sua origem exacta numa obra específica.
Por que é relevante hoje?
Porque confronta práticas contemporâneas de mercantilização e controlo, defendendo respeito por autonomia, natureza e actividades não instrumentais.

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