Frases de Mário Quintana - Nesses tempos de céus de cinz...

Nesses tempos de céus de cinzas e chumbos, nós precisamos de árvores desesperadamente verdes.
Mário Quintana
Significado e Contexto
A citação 'Nesses tempos de céus de cinzas e chumbos, nós precisamos de árvores desesperadamente verdes' utiliza uma poderosa metáfora visual para contrastar a escuridão dos tempos difíceis com a vitalidade da esperança. 'Céus de cinzas e chumbos' representa períodos de tristeza, opressão, poluição ou desespero, evocando imagens sombrias e pesadas. Em contrapartida, 'árvores desesperadamente verdes' simboliza a necessidade urgente de vida, crescimento, frescura e renovação. O advérbio 'desesperadamente' intensifica esta necessidade, sugerindo que a busca por beleza e vitalidade não é um luxo, mas uma exigência para a sobrevivência emocional e espiritual. A frase captura a ideia de que, em meio à adversidade, é essencial encontrar ou cultivar fontes de esperança e rejuvenescimento, muitas vezes simbolizadas pela natureza intocada e resiliente.
Origem Histórica
Mário Quintana (1906-1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro, conhecido por sua linguagem simples, mas profundamente filosófica e lírica. A sua obra frequentemente aborda temas como a passagem do tempo, a morte, a infância e a beleza das coisas simples. Embora a data exata e a obra específica desta citação não sejam universalmente documentadas em fontes públicas amplas, ela reflete perfeitamente o estilo quintanesco: uma mistura de melancolia e esperança, com um olhar atento para o mundo natural. Quintana viveu grande parte do século XX, testemunhando transformações sociais, políticas e ambientais, o que pode ter influenciado a sua perceção de 'tempos de céus de cinzas'.
Relevância Atual
Esta frase mantém uma relevância profunda no mundo contemporâneo. Num contexto de crises ambientais (como as alterações climáticas e a desflorestação), a metáfora das 'árvores verdes' ganha um significado literal urgente, destacando a necessidade de preservação da natureza. Social e pessoalmente, em eras marcadas por ansiedade, incerteza política, e exaustão (como durante pandemias ou crises económicas), a citação ressoa como um apelo à busca de esperança, beleza e momentos de paz ('árvores verdes') no meio do caos ('céus de cinzas'). É um lembrete atemporal de que a resiliência humana muitas vezes depende da capacidade de encontrar e nutrir fontes de luz e crescimento.
Fonte Original: A origem exata (livro ou poema específico) desta citação não é amplamente identificada em fontes públicas de referência. É frequentemente atribuída a Mário Quintana em antologias e coleções de suas frases e poemas, mas pode ser de circulação em discursos ou escritos menos formais.
Citação Original: Nesses tempos de céus de cinzas e chumbos, nós precisamos de árvores desesperadamente verdes.
Exemplos de Uso
- Num discurso sobre sustentabilidade: 'Face à crise climática, como dizia Quintana, precisamos de árvores desesperadamente verdes.'
- Num contexto de saúde mental: 'Em períodos de burnout, buscar hobbies criativos é como encontrar as árvores verdes de Quintana.'
- Numa reflexão social: 'Nesta era de polarização, a arte pode ser a nossa árvore desesperadamente verde.'
Variações e Sinônimos
- 'A esperança é a última que morre.'
- 'Há sempre uma luz no fim do túnel.'
- 'A natureza é o melhor remédio para a alma.'
- 'Nos momentos mais sombrios, focamos na luz.'
Curiosidades
Mário Quintana nunca se considerou um 'poeta', preferindo o termo 'fazedor de versos'. Ele era conhecido por sua modéstia e por viver boa parte da vida num hotel em Porto Alegre, o Hotel Majestic, que hoje abriga o Centro Cultural Mário Quintana.


