Frases de Carlos Drummond de Andrade - Façamos as pazes até a próx...

Façamos as pazes até a próxima guerra.
Carlos Drummond de Andrade
Significado e Contexto
A citação 'Façamos as pazes até a próxima guerra' encapsula uma visão cínica e realista sobre a natureza dos conflitos humanos. Drummond sugere que as reconciliações são efémeras, servindo apenas como intervalos breves num ciclo inevitável de hostilidades. Esta perspetiva reflete uma compreensão profunda da fragilidade das relações humanas e da tendência para repetir padrões destrutivos, mesmo após momentos de aparente harmonia. Num contexto mais amplo, a frase pode ser interpretada como um comentário sobre a condição humana e a história da civilização. Drummond, conhecido pelo seu tom introspetivo e por vezes pessimista, utiliza esta expressão para questionar a permanência da paz e a efetividade das reconciliações superficiais. A citação convida à reflexão sobre se as tréguas são genuínas ou meramente estratégicas, preparando o terreno para futuros confrontos.
Origem Histórica
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi um dos mais importantes poetas brasileiros do século XX, integrante da segunda geração do Modernismo. A sua obra é marcada por um tom existencial, ironia fina e uma profunda reflexão sobre a condição humana. Embora a citação específica 'Façamos as pazes até a próxima guerra' não seja atribuída a uma obra publicada conhecida, ela reflete temas recorrentes na sua poesia, como o cepticismo em relação à harmonia social e a percepção dos ciclos de conflito. O contexto histórico do Brasil durante a vida de Drummond, incluindo períodos de instabilidade política e transformações sociais, pode ter influenciado esta visão desencantada.
Relevância Atual
Esta frase mantém uma relevância impressionante no mundo contemporâneo, onde conflitos políticos, sociais e até pessoais parecem seguir padrões cíclicos. Num contexto de polarização crescente, guerras prolongadas e tensões internacionais, a ideia de que as pazes são temporárias ressoa profundamente. A citação serve como um lembrete crítico sobre a necessidade de reconciliações genuínas e duradouras, em vez de meras tréguas estratégicas. Além disso, aplica-se a conflitos interpessoais e dinâmicas de grupo, onde as reconciliações superficiais podem mascarar ressentimentos subjacentes.
Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Carlos Drummond de Andrade em antologias e coleções de citações, mas a sua origem exata numa obra publicada não é claramente documentada. Pode derivar de escritos menos conhecidos, correspondência ou ser uma paráfrase de temas presentes na sua poesia.
Citação Original: Façamos as pazes até a próxima guerra.
Exemplos de Uso
- Em negociações diplomáticas, os acordos de paz são por vezes vistos como 'façamos as pazes até a próxima guerra', refletindo desconfiança mútua.
- Nas relações familiares, reconciliar-se sem resolver questões profundas pode ser um exemplo moderno desta citação.
- No ambiente de trabalho, tréguas após conflitos podem ser temporárias se as causas não forem abordadas.
Variações e Sinônimos
- A paz é apenas um intervalo entre duas guerras.
- Depois da tempestade vem a bonança... e depois outra tempestade.
- Reconciliar hoje, conflitar amanhã.
- Trégua não é paz permanente.
Curiosidades
Carlos Drummond de Andrade era conhecido pela sua modéstia e aversão a homenagens públicas; ironicamente, tornou-se um dos poetas mais citados e estudados do Brasil, com frases como esta a ganharem vida própria na cultura popular.


