Frases de Manoel de Oliveira - É preciso que as pessoas este

Frases de Manoel de Oliveira - É preciso que as pessoas este...


Frases de Manoel de Oliveira


É preciso que as pessoas estejam profundamente bem-educadas. A Educação é fundamental. No aspecto das prioridades governamentais, por exemplo, penso que o que deve estar em 1º lugar é a Saúde. Um país sem Saúde não vale nada. Em 2º lugar está a Educação e a seguir a Arte porque é o complemento da Educação, é a condição humana. É essencial conhecer isto, sem isto não se pode funcionar. E depois vem o resto...

Manoel de Oliveira

Num mundo de urgências materiais, Manoel de Oliveira recorda-nos que a verdadeira prioridade é cuidar da essência humana. A Saúde, a Educação e a Arte não são meros serviços, mas os pilares que sustentam a dignidade e o funcionamento de uma sociedade.

Significado e Contexto

A citação de Manoel de Oliveira estabelece uma hierarquia de valores essenciais para o funcionamento de uma sociedade. Em primeiro lugar, coloca a Saúde como condição básica de existência: 'Um país sem Saúde não vale nada'. Esta afirmação sublinha que, sem bem-estar físico e mental coletivo, nenhum outro projeto civilizacional é possível. Em segundo lugar, situa a Educação como o processo fundamental para o desenvolvimento humano e social, seguida imediatamente pela Arte, que é apresentada não como luxo, mas como 'complemento da Educação' e expressão da 'condição humana'. Oliveira sugere que a Arte completa a formação humana, permitindo-nos 'funcionar' plenamente como seres sensíveis e pensantes. A frase 'E depois vem o resto...' é particularmente significativa, pois relega todos os outros aspetos da organização social (económicos, políticos, materiais) para um plano secundário, subordinado a estes três pilares existenciais.

Origem Histórica

Manoel de Oliveira (1908-2015) foi um cineasta português cuja carreira abrangeu quase um século, desde o cinema mudo até à era digital. Conhecido pela sua reflexão filosófica e estética rigorosa, Oliveira frequentemente abordava temas como o tempo, a memória e a condição humana nos seus filmes. Esta citação provém provavelmente de uma entrevista ou discurso público nas décadas finais da sua vida, período em que se tornou uma voz sábia e respeitada sobre questões culturais e sociais. O contexto é o de um artista nonagenário que testemunhou transformações profundas na sociedade portuguesa e europeia, desde a ditadura até à democracia, refletindo sobre o que verdadeiramente importa na construção de uma comunidade.

Relevância Atual

Esta frase mantém uma relevância extraordinária no século XXI, marcado por crises sanitárias globais, debates sobre o financiamento da cultura e desafios educativos. Num momento em que as sociedades frequentemente priorizam indicadores económicos acima do bem-estar humano, a hierarquia proposta por Oliveira serve como correção necessária. A pandemia de COVID-19 demonstrou tragicamente a verdade da sua afirmação sobre a Saúde como prioridade absoluta. Simultaneamente, os debates atuais sobre o papel das humanidades e das artes na educação, e a crescente consciência da importância da saúde mental, mostram como os três pilares – Saúde, Educação, Arte – estão interligados de formas cada vez mais reconhecidas como essenciais para sociedades resilientes e humanizadas.

Fonte Original: Provavelmente de uma entrevista ou discurso público de Manoel de Oliveira (décadas de 1990 ou 2000). Não está identificada uma obra específica (filme ou livro) como fonte exata.

Citação Original: A citação já está na língua original (português).

Exemplos de Uso

  • Num debate sobre orçamentos públicos, um político pode citar Oliveira para defender maior investimento em saúde mental e educação artística nas escolas.
  • Um educador pode usar esta frase para argumentar que o currículo escolar deve integrar as artes como componente essencial da formação humana, não como atividade extracurricular.
  • Num artigo sobre bem-estar social pós-pandemia, um analista pode referir-se a esta hierarquia (Saúde → Educação → Arte) como modelo para reconstruir sociedades mais equilibradas.

Variações e Sinônimos

  • 'Sem saúde não há riqueza que valha.' (provérbio popular)
  • 'A educação é a arma mais poderosa que podes usar para mudar o mundo.' (Nelson Mandela)
  • 'A arte lava da alma a poeira do dia-a-dia.' (atribuída a Picasso)
  • 'Cuidar da saúde é o primeiro passo para cuidar de tudo o resto.'
  • 'A verdadeira educação forma tanto a mente como o coração.'

Curiosidades

Manoel de Oliveira era conhecido pela sua disciplina férrea e hábitos saudáveis – nadava regularmente no mar até aos 90 anos –, vivendo pessoalmente a prioridade que dava à Saúde. Foi o cineasta mais longevo em atividade na história do cinema, realizando o seu último filme com 106 anos.

Perguntas Frequentes

Por que é que Manoel de Oliveira coloca a Saúde em primeiro lugar e não a Educação?
Oliveira argumenta que a Saúde é a condição básica para qualquer existência digna. Sem saúde coletiva, uma sociedade não tem capacidade para se dedicar plenamente à educação ou a outros projetos. É uma visão material e existencial: primeiro é necessário garantir a sobrevivência e o bem-estar físico para depois investir no desenvolvimento intelectual e cultural.
Como é que a Arte é 'complemento da Educação' segundo esta visão?
Para Oliveira, a Educação fornece conhecimentos e ferramentas racionais, enquanto a Arte desenvolve a sensibilidade, a criatividade e a compreensão emocional. Juntas, formam o ser humano na sua totalidade. A Arte permite 'funcionar' plenamente porque nos conecta com a dimensão estética, ética e emocional da existência, aspectos que a educação puramente técnica ou académica pode negligenciar.
Esta citação aplica-se apenas ao contexto governamental ou também à vida individual?
Embora Oliveira mencione explicitamente 'prioridades governamentais', a hierarquia é profundamente aplicável à vida individual. Sugere que, nas nossas escolhas pessoais, devemos priorizar a nossa saúde física e mental, investir na nossa educação/formação contínua e nutrir a nossa dimensão artística/criativa para uma vida plena. O 'resto' – sucesso material, status, posses – torna-se secundário.
O que significa exactamente 'é a condição humana' referindo-se à Arte?
Ao afirmar que a Arte 'é a condição humana', Oliveira sugere que a capacidade de criar, apreciar e interpretar expressões artísticas é uma característica definidora da humanidade, aquilo que nos distingue de outras espécies. A Arte não é um acessório, mas uma necessidade inerente ao ser humano para expressar emoções, questionar a realidade e dar sentido à existência.

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