Frases de Arthur Schopenhauer - Na juventude, imaginamos o mun

Frases de Arthur Schopenhauer - Na juventude, imaginamos o mun...


Frases de Arthur Schopenhauer


Na juventude, imaginamos o mundo repleto de felicidade e prazer, sendo que a única dificuldade é alcançá-los, enquanto na velhice sabemos que do mundo não há muito a esperar. Logo, acalmados por completo, fruímos um presente suportável e encontramos alegria até mesmo em miudezas.

Arthur Schopenhauer

Esta citação de Schopenhauer revela a evolução da percepção humana sobre a felicidade ao longo da vida. Contrasta a ambição juvenil com a serenidade da maturidade, sugerindo que a verdadeira alegria reside na aceitação do presente.

Significado e Contexto

Esta citação encapsula a visão de Schopenhauer sobre a evolução da experiência humana. Na juventude, acreditamos que a felicidade é um estado a ser conquistado no mundo exterior, uma meta a alcançar através de esforço. A vida é vista como uma promessa de prazeres infinitos, com a única dificuldade sendo o acesso a eles. Com a maturidade e a experiência, percebemos que o mundo não corresponde a essas expectativas idealizadas. A velhice traz a sabedoria da desilusão, mas também uma paz profunda. Livres da ânsia por uma felicidade grandiosa, aprendemos a valorizar o momento presente, por mais modesto que seja, encontrando contentamento nas pequenas coisas da vida quotidiana.

Origem Histórica

Arthur Schopenhauer (1788-1860) foi um filósofo alemão do século XIX, conhecido pelo seu pessimismo filosófico. A sua obra principal, 'O Mundo como Vontade e Representação', desenvolve a ideia de que a vida é fundamentalmente sofrimento, impulsionada por uma vontade cega e insaciável. Esta citação reflete o seu pensamento sobre a ilusão dos desejos humanos e a possibilidade de uma certa tranquilidade através da renúncia às expectativas exageradas. Surge num contexto pós-iluminista, onde o otimismo racionalista começava a ser questionado.

Relevância Atual

A frase mantém uma relevância impressionante na sociedade contemporânea, marcada pelo culto da juventude, do sucesso e da felicidade como produto a consumir. Num mundo de redes sociais que vendem vidas perfeitas, a mensagem de Schopenhauer serve como antídoto à pressão pela felicidade constante. A ideia de encontrar alegria nas 'miudezas' ressoa com movimentos modernos como o mindfulness e a procura de uma vida mais simples, destacando o valor da aceitação e da presença em detrimento da busca incessante por algo mais.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída às suas reflexões e aforismos, provavelmente derivada da sua obra 'Parerga e Paralipomena' (1851), uma coleção de ensaios e aforismos onde aborda temas da vida prática e da sabedoria de viver.

Citação Original: In der Jugend meinen wir, das Glück liege in den Genüssen, und suchen es daher außer uns; im Alter wissen wir, daß es in der Gesinnung liegt, und suchen es daher in uns.

Exemplos de Uso

  • Um jovem empreendedor obcecado com o 'sucesso' pode, com a idade, aprender a valorizar o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, encontrando satisfação num dia de trabalho bem feito.
  • Após a reforma, muitas pessoas descobrem prazer em atividades simples como jardinagem ou passeios, algo que na juventude poderiam considerar insignificante.
  • Na era digital, a citação alerta para o perigo de procurar a felicidade em 'likes' e validação externa, em vez de a cultivar internamente através de relações autênticas e momentos de quietude.

Variações e Sinônimos

  • A juventuve sonha, a velhice recorda.
  • A sabedoria chega com a idade.
  • Menos é mais.
  • A felicidade está nas pequenas coisas.
  • A maturidade traz serenidade.

Curiosidades

Schopenhauer era conhecido por ter uma vida pessoal solitária e misantropa. Tinha um grande cão, um caniche chamado Atma (que significa 'alma do mundo' em sânscrito), com quem conversava frequentemente, considerando-o mais sensato do que muitas pessoas.

Perguntas Frequentes

Schopenhauer era totalmente pessimista?
Não totalmente. Embora a sua filosofia seja marcada pelo pessimismo sobre a condição humana, ele via na arte, na compaixão e na renúncia aos desejos insaciáveis um caminho para aliviar o sofrimento e encontrar uma paz relativa.
Esta citação significa que devemos desistir de procurar a felicidade?
Não é uma mensagem de desistência, mas de redefinição. Schopenhauer sugere que devemos mudar o foco: em vez de procurar uma felicidade grandiosa e externa, devemos cultivar a capacidade de encontrar contentamento e alegria no presente e nas experiências simples da vida.
Qual a principal diferença entre juventude e velhice segundo esta citação?
A principal diferença reside na fonte da felicidade. Na juventude, vê-se a felicidade como algo a ser conquistado no mundo exterior (prazeres, sucesso). Na velhice, compreende-se que a verdadeira serenidade vem de uma mudança de atitude interior e da aceitação da realidade, permitindo fruir o presente.
Esta ideia é compatível com a psicologia positiva moderna?
Em parte. A psicologia positiva também valoriza emoções positivas e satisfação, mas geralmente de forma mais ativa e otimista. A visão de Schopenhauer é mais sobre aceitação e redução de expectativas. Ambas, no entanto, podem convergir na valorização do momento presente e na ideia de que a felicidade não depende apenas de circunstâncias externas.

Podem-te interessar também




Mais vistos