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Frases de Carlos Drummond de Andrade


Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.

Carlos Drummond de Andrade

Esta citação de Drummond revela como a felicidade mais pura e simples se manifesta nas extremidades da vida, quando as preocupações complexas dão lugar ao prazer imediato e sensorial. A metáfora da caixa de bombons simboliza a capacidade de encontrar alegria nos pequenos prazeres materiais e afetivos.

Significado e Contexto

A citação de Carlos Drummond de Andrade estabelece um paralelo entre duas fases da vida aparentemente distantes, mas unidas pela capacidade de encontrar felicidade em coisas simples e concretas. Na infância, a caixa de bombons representa o primeiro contacto com o prazer imediato e a descoberta dos sentidos, enquanto na velhice simboliza o retorno a essa simplicidade, quando as complexidades da vida adulta perdem importância. O poeta sugere que tanto o início como o fim da existência humana são marcados por uma relação mais direta e genuína com a felicidade, que nas fases intermédias tende a ser obscurecida por preocupações sociais, profissionais e existenciais.

Origem Histórica

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi um dos maiores poetas brasileiros do século XX, integrante da segunda geração modernista. A citação reflete características centrais da sua obra: o olhar sobre o cotidiano, a ironia subtil e a reflexão sobre a condição humana. Embora não seja possível identificar com precisão a obra original desta frase específica, ela ecoa temas recorrentes na sua poesia, escrita num contexto de transformações sociais no Brasil, entre o rural e o urbano, o tradicional e o moderno.

Relevância Atual

Esta frase mantém total relevância na sociedade contemporânea, marcada pelo consumismo complexo e pela busca incessante de felicidade através de conquistas materiais e status social. Num mundo onde a infância é cada vez mais acelerada e a velhice é frequentemente marginalizada, a citação lembra-nos do valor dos prazeres simples e da importância de preservar a capacidade de maravilhar-se com pequenas coisas. Serve como contraponto à cultura da produtividade constante, defendendo momentos de puro deleite sensorial e emocional.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a Carlos Drummond de Andrade, mas não foi possível identificar com precisão a obra específica de onde provém. Faz parte do conjunto de aforismos e pensamentos do poeta que circulam em antologias e coletâneas.

Citação Original: Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.

Exemplos de Uso

  • Num aniversário de 80 anos, oferecer uma seleção de chocolates finos pode trazer mais alegria genuína do que presentes luxuosos.
  • Ao visitar crianças no hospital, pequenos doces muitas vezes criam momentos de felicidade mais efetivos do que brinquedos complexos.
  • Em programas intergeracionais, a partilha de guloseimas simples pode criar pontes emocionais entre avós e netos.

Variações e Sinônimos

  • A felicidade mora nos pequenos detalhes
  • O que importa são as coisas simples da vida
  • Nos extremos da vida, voltamos ao essencial
  • A alegria está nas pequenas coisas
  • Da infância à velhice, o prazer permanece simples

Curiosidades

Carlos Drummond de Andrade trabalhava como funcionário público enquanto escrevia sua obra poética, mantendo sempre um olhar aguçado sobre o cotidiano das pessoas comuns, o que se reflete nesta citação sobre felicidade simples.

Perguntas Frequentes

Por que Drummond compara infância e velhice?
Porque ambas são fases em que as preocupações sociais complexas diminuem, permitindo uma relação mais direta com prazeres simples e imediatos.
O que representa a 'caixa de bombons' na citação?
Representa os prazeres materiais simples, acessíveis e sensoriais que trazem felicidade genuína sem necessidade de justificativas complexas.
Esta citação é pessimista sobre a vida adulta?
Não necessariamente. Sugere que na fase adulta a felicidade se torna mais complexa, mas não impossível, apenas diferente na sua natureza.
Como aplicar esta filosofia no dia a dia?
Valorizando pequenos momentos de prazer simples, seja numa pausa para um doce, num abraço ou num instante de contemplação.

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