Frases de António Lobo Antunes - Nós somos felizes só por ins

Frases de António Lobo Antunes - Nós somos felizes só por ins...


Frases de António Lobo Antunes


Nós somos felizes só por instantes. Temos medo de viver um grande amor. Estamos muito mais habituados a sofrer do que a ser felizes.

António Lobo Antunes

Esta citação de António Lobo Antunes revela uma visão profunda sobre a condição humana, sugerindo que a felicidade é efémera e que o sofrimento se tornou mais familiar do que a alegria. Reflete sobre como o medo nos impede de experienciar o amor pleno.

Significado e Contexto

Esta citação explora a natureza paradoxal da experiência humana, onde momentos de felicidade são breves e intermitentes. Lobo Antunes sugere que os seres humanos desenvolvem uma maior familiaridade com o sofrimento, quase como uma zona de conforto emocional, enquanto a felicidade intensa - especialmente através do amor profundo - gera medo e resistência. A frase revela uma perspetiva existencialista sobre como nos relacionamos com as emoções positivas e negativas. O autor propõe que esta dinâmica psicológica pode resultar de mecanismos de defesa, experiências passadas ou condicionamentos sociais que nos preparam melhor para lidar com a dor do que com a plenitude emocional. A habituação ao sofrimento torna-se um padrão mais acessível do que a vulnerabilidade exigida por um 'grande amor', criando um ciclo onde a felicidade permanece fragmentada e temporária.

Origem Histórica

António Lobo Antunes (n. 1942) é um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos, cuja obra é marcada pela experiência como psiquiatra e pela vivência da Guerra Colonial em Angola. A sua escrita frequentemente explora temas como a memória, o trauma, a identidade e as complexidades emocionais humanas. Esta citação reflete a sensibilidade clínica e literária do autor, desenvolvida no contexto do Portugal pós-revolucionário e da descolonização, períodos de profundas transformações sociais e psicológicas.

Relevância Atual

Esta frase mantém extrema relevância na sociedade contemporânea, onde a ansiedade, a depressão e o medo do compromisso são questões prevalentes. Num mundo de relações efémeras (como as proporcionadas pelas redes sociais) e pressão constante por felicidade, a observação de Lobo Antunes ajuda a compreender por que tantas pessoas lutam para sustentar estados emocionais positivos. A habituação ao sofrimento manifesta-se hoje em fenómenos como o 'burnout', a normalização do stress e a dificuldade em cultivar relações profundas num contexto de hiperconectividade superficial.

Fonte Original: A citação é frequentemente atribuída a António Lobo Antunes, embora a obra específica não seja sempre identificada. Aparece em várias coletâneas de citações e é consistentemente associada ao seu pensamento e estilo literário.

Citação Original: Nós somos felizes só por instantes. Temos medo de viver um grande amor. Estamos muito mais habituados a sofrer do que a ser felizes.

Exemplos de Uso

  • Na psicologia contemporânea, esta frase ilustra como a 'zona de conforto' emocional pode incluir padrões de sofrimento familiar.
  • Em discussões sobre relações amorosas, a citação explica por que algumas pessoas sabotam relacionamentos promissores por medo da vulnerabilidade.
  • No contexto do bem-estar mental, serve para analisar por que práticas de mindfulness e terapia são necessárias para reprogramar a habituação ao sofrimento.

Variações e Sinônimos

  • A felicidade é um visitante raro
  • O sofrimento é um velho conhecido
  • Teme-se mais a plenitude que a dor
  • Alegrias passageiras, dores persistentes
  • O amor pleno assusta mais que a solidão

Curiosidades

António Lobo Antunes trabalhou como psiquiatra durante décadas, experiência que influenciou profundamente sua perceção da psique humana e se reflete em observações psicológicas precisas como esta citação.

Perguntas Frequentes

O que significa 'habituados a sofrer' na citação?
Refere-se à tendência humana de normalizar a dor emocional, tornando-a mais familiar e previsível do que estados de felicidade intensa, que exigem vulnerabilidade.
Por que temos medo de viver um grande amor segundo Lobo Antunes?
Porque o amor profundo implica risco, perda de controlo e exposição emocional total, fatores que geram mais ansiedade do que o sofrimento conhecido.
Esta citação é pessimista ou realista?
É considerada realista por muitos, pois descreve padrões psicológicos observáveis, embora não negue a possibilidade de felicidade - apenas a sua fragilidade.
Como aplicar esta reflexão na vida prática?
Reconhecendo estes padrões pode-se conscientemente cultivar resiliência emocional, praticar autocompaixão e abrir-se progressivamente a experiências positivas.

Podem-te interessar também


Mais frases de António Lobo Antunes




Mais vistos