Frases de Immanuel Kant - Ser feliz é necessariamente o

Frases de Immanuel Kant - Ser feliz é necessariamente o...


Frases de Immanuel Kant


Ser feliz é necessariamente o desejo de todo o ser razoável mas finito, portanto é inevitavelmente um princípio determinante da sua faculdade de desejar.

Immanuel Kant

Kant explora a felicidade como um impulso inevitável da condição humana finita, revelando como o desejo de bem-estar estrutura nossa racionalidade prática. Esta perspetiva convida a refletir sobre a tensão entre aspiração e limitação na busca humana pelo contentamento.

Significado e Contexto

Kant argumenta que a felicidade constitui um objetivo fundamental para todos os seres racionais que possuem existência finita, ou seja, limitada no tempo e sujeita a necessidades. Por 'princípio determinante da faculdade de desejar', entende-se que a busca pela felicidade orienta e motiva as nossas ações e escolhas, funcionando como uma força motriz inerente à condição humana. Contudo, na filosofia kantiana, esta aspiração à felicidade distingue-se do dever moral puro, que deve seguir a razão prática de forma autónoma, independentemente das consequências felizes.

Origem Histórica

Immanuel Kant (1724-1804) foi um filósofo alemão do Iluminismo, cujo pensamento revolucionou a ética, a epistemologia e a metafísica. Esta citação insere-se no seu projeto de fundamentar a moralidade na razão pura, distinguindo entre ações feitas por dever (que têm valor moral) e ações orientadas para a felicidade ou inclinações. O contexto é a sua obra 'Crítica da Razão Prática' (1788), onde desenvolve a sua ética baseada no imperativo categórico.

Relevância Atual

A frase mantém relevância ao abordar questões contemporâneas sobre o bem-estar, a psicologia do desejo e a busca de sentido. Num mundo focado na autorrealização e na felicidade como meta, a reflexão de Kant lembra-nos da tensão entre seguir impulsos naturais (como a felicidade) e agir por princípios éticos. Ajuda a questionar se a felicidade deve ser o objetivo último da vida ou se existem valores mais elevados.

Fonte Original: Provavelmente da obra 'Crítica da Razão Prática' (1788), onde Kant discute os princípios da razão prática e a distinção entre moralidade e felicidade.

Citação Original: Glückseligkeit zu sein, ist notwendig der Wunsch eines jeden vernünftigen, aber endlichen Wesens, mithin unvermeidlich ein Bestimmungsgrund seines Begehrungsvermögens.

Exemplos de Uso

  • Na psicologia positiva, estudam-se estratégias para aumentar o bem-estar, refletindo o desejo kantiano de felicidade como motivação humana básica.
  • Em debates éticos sobre trabalho e vida pessoal, a citação ilustra o conflito entre buscar felicidade individual e cumprir obrigações sociais.
  • Na literatura de autoajuda, a ideia de que 'todos desejamos ser felizes' ecoa o princípio kantiano, embora muitas vezes sem a sua nuance filosófica.

Variações e Sinônimos

  • A busca da felicidade é inerente à natureza humana.
  • Todo o ser humano aspira naturalmente ao bem-estar.
  • A felicidade é o fim último do desejo racional.
  • O contentamento é uma motivação universal.

Curiosidades

Kant, conhecido pela sua vida extremamente metódica em Königsberg, argumentava que a felicidade não podia ser o fundamento da moralidade, pois é subjetiva e instável, contrastando com filósofos como Aristóteles, que a via como fim supremo.

Perguntas Frequentes

Kant considerava a felicidade como o objetivo principal da vida?
Não, Kant distinguia entre felicidade (baseada em desejos e inclinações) e dever moral (baseado na razão pura). Para ele, a moralidade deve seguir o imperativo categórico, independentemente da felicidade.
O que significa 'ser finito' na citação?
Refere-se à condição humana de ter existência limitada no tempo, com necessidades, desejos e vulnerabilidades, em oposição a um ser infinito ou divino que não teria tais impulsos.
Como esta ideia se relaciona com a ética kantiana?
A citação destaca um impulso natural, mas na ética kantiana, ações verdadeiramente morais devem ser feitas por dever, não pela busca da felicidade, que é considerada um princípio heterónomo.
Esta citação contradiz a noção de que a felicidade é uma escolha?
Não necessariamente; Kant descreve a felicidade como um desejo inevitável, mas não implica que seja facilmente alcançada ou que não exija esforço racional e ético para a perseguir de forma adequada.

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