Frases de Manuel Maria Barbosa du Bocage - Longe, longe, ó mortais, o in...

Longe, longe, ó mortais, o injusto excesso!
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Significado e Contexto
A citação 'Longe, longe, ó mortais, o injusto excesso!' é um apelo veemente à moderação e ao equilíbrio. Bocage, através desta exortação, critica os excessos que levam à injustiça, seja na esfera pessoal, social ou política. A repetição de 'longe' enfatiza a urgência em afastar-se de comportamentos desmedidos, enquanto 'ó mortais' universaliza o chamamento, dirigindo-se a toda a humanidade. A frase reflete uma visão ética onde o excesso é visto como fonte de corrupção e desarmonia, alinhando-se com ideais clássicos de temperança. Num contexto mais amplo, esta expressão pode ser interpretada como uma crítica aos abusos de poder, à ganância material ou aos vícios que desvirtuam o ser humano. Bocage, conhecido pela sua veia satírica e moralista, utiliza aqui uma linguagem direta e imperativa para transmitir uma mensagem atemporal sobre a importância do autocontrolo e da justiça. A frase serve como um lembrete de que os excessos, quando injustos, têm consequências nefastas para o indivíduo e para a comunidade.
Origem Histórica
Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) foi um poeta português do século XVIII, associado ao Arcadismo e ao pré-Romantismo. Viveu num período de transformações sociais e políticas, incluindo a influência do Iluminismo e as tensões prévias às invasões francesas. A sua obra, marcada por temas como a liberdade, a crítica social e a paixão, muitas vezes refletia desilusões pessoais e um olhar aguçado sobre os vícios da sociedade. Esta citação provém provavelmente dos seus sonetos ou poesias satíricas, onde Bocage frequentemente denunciava hipocrisias e excessos, embora a fonte exata não seja especificada nos registos comuns. O contexto histórico do absolutismo e das desigualdades sociais em Portugal pode ter inspirado este apelo à moderação e justiça.
Relevância Atual
Esta frase mantém relevância hoje devido à sua mensagem universal contra os excessos que caracterizam a sociedade contemporânea. Num mundo marcado pelo consumismo desenfreado, desigualdades económicas, e polarização política, o apelo de Bocage à moderação ressoa como um alerta para os perigos do desequilíbrio. A citação pode ser aplicada a debates sobre sustentabilidade ambiental, justiça social, ou ética nos negócios, incentivando uma reflexão crítica sobre como os excessos injustos contribuem para crises globais. Além disso, num contexto pessoal, serve como inspiração para estilos de vida mais equilibrados, promovendo valores como a humildade e a responsabilidade.
Fonte Original: A citação é atribuída a Manuel Maria Barbosa du Bocage, mas a obra específica não é identificada com precisão nos registos comuns. Pode derivar dos seus sonetos, poesias satíricas ou obras dispersas, típicas do seu estilo moralista e crítico.
Citação Original: Longe, longe, ó mortais, o injusto excesso!
Exemplos de Uso
- Num discurso sobre sustentabilidade: 'Como diria Bocage, longe, longe, ó mortais, o injusto excesso no consumo de recursos naturais.'
- Em contexto educativo: 'Esta citação ilustra a importância da moderação, ensinando-nos a evitar excessos na vida quotidiana.'
- Num artigo sobre ética empresarial: 'A mensagem de Bocage aplica-se aos excessos corporativos que prejudicam a sociedade.'
Variações e Sinônimos
- Tudo em excesso faz mal.
- A moderação é a chave da vida.
- Evita os extremos, busca o equilíbrio.
- O excesso corrompe a virtude.
- Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.
Curiosidades
Bocage era conhecido pela sua vida boémia e conturbada, o que contrasta com o apelo à moderação nesta citação, sugerindo uma auto-reflexão ou crítica interna aos seus próprios excessos.


